quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

ADEONA: Recuperar um Computador Portátil perdido ou roubado


O Adeona é um programa de código aberto, desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Washington, para localizar computadores portáteis perdidos ou roubados.

Como fazer?
Descarregue o programa em http://adeona.cs.washington.edu, instale-o e faça uma cópia do ficheiro fornecido com a credencial. Guarde-o fora do computador, por exemplo, numa pen-disk.
Em caso de perda ou furto, pode, sozinho e sem custos, averiguar o paradeiro do seu aparelho a partir de outro computador. Insira o ficheiro com credencial e palavra-passe, e descarregue os dados enviados e temporariamente armazenados. O programa
respeita a privacidade do proprietário, pois só este pode aceder à informação.

Para o Apple
Caso tenha um portátil da Apple, a probabilidade de recuperá-lo é maior. A versão para Mac OS permite fotografar o ladrão recorrendo a uma webcam integrada no aparelho e um programa gratuito isightcapture (www.intergalactic.de/pages/iSight.html). As fotografias também são confidenciais, ou seja, só podem ser vistas pelo proprietário do computador ou quem este autorizar.




Fonte: Deco ProTeste - nº 297 Dez 2008 in INTERACTiC 2.0

Proteja o seu portátil.



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sábado, 13 de dezembro de 2008

Que sociabilidades promove o computador?

Que sociabilidades promove o computador?

Os media na vida de crianças e jovens. Cristina Ponte. FCSH - Universidade Nova de Lisboa. ESTUDO Backup

  • A Internet está a converter-se vertiginosamente numa parte da nossa vida quotidiana e está a levantar novas questões acerca do acesso e das desigualdades, da natureza e qualidade do uso, das suas implicações no desenvolvimento social e educativo das crianças e, finalmente, sobre o equilíbrio entre os perigos e as oportunidades por ela criadas, tanto para crianças e jovens como para as suas famílias.
    Num país como Portugal, marcado por um fosso geracional significativo no que diz respeito ao acesso e uso das novas tecnologias, crianças e jovens são vistos com ambivalência: por um lado, são apelidados como a “geração digital”, pioneiros no desenvolvimento das capacidades online e com conhecimentos tecnológicos superiores ao dos adultos que os rodeiam; por outro, como um colectivo vulnerável, imerso num crucial, mas frágil processo de desenvolvimento social e cognitivo, no qual os meios de comunicação, e concretamente a Internet, pressupõem um risco potencial.
    Não há dúvida de que a Internet é uma ferramenta benéfica para as crianças e que elimina muitas das limitações de tempo e espaço que estas encontram no mundo “real”. A Rede aumenta o seu acesso à informação para fins educacionais, permite o estudo em grupo, oferece a oportunidade de contactar com outras pessoas sobre uma variedade quase infinita de assuntos e interesses, e aumenta também os seus círculos de conhecidos e amigos online.
    Apesar disso, influenciados pelos meios de comunicação, cuja atenção se centra muitas vezes nos perigos e riscos potenciais da Rede, e ligado a algumas experiências pessoais, os pais e a sociedade em geral têm vindo a mostrar grande preocupação sobre os aspectos menos úteis e de segurança que podem resultar do uso da Internet. Enquanto que somente uma parte mínima do material que se pode encontrar na Internet pode ser classificado como nocivo, essa pequeníssima fracção é enormemente visível e controvertida.
    Ainda que a definição de risco e os limites que dele derivam inclua sempre uma componente subjectiva, é certo que o risco existe. Tendo em conta a natureza da Internet e a forma como as crianças e os adultos a utilizam, é provável que alguns se tenham exposto
    alguma vez a conteúdos inapropriados ou tenham sofrido más experiências. Mas também existem conteúdos violentos, pornográficos ou xenófobos nos meios de comunicação tradicionais e é possível encontrar pessoas pouco convenientes em qualquer outro lugar.
    Por outro lado, existe uma associação forte e em sentido positivo entre as oportunidades e os riscos: aumentar as oportunidades, aumenta os riscos e, portanto, limitar o uso da Internet, diminui, não só os riscos, mas também as oportunidades. Por isso, é necessário colocar os riscos decorrentes do uso da Internet em destaque e oferecer uma valoração equilibrada dos diferentes enfoques que podem ajudar os pais e outros adultos a enfrentar esta questão de forma construtiva, em vez de se tomarem medidas de tipo restritivo ou limitativo.
    Em termos de interesse nacional, a sociedade - pais e educadores, operadores, reguladores - deve estabelecer um equilíbrio entre duas prioridades: proteger as crianças e permitir o seu desenvolvimento pleno, entre oportunidades e riscos. Contudo, estas prioridades podem parecer, por vezes, contraditórias: Pode proteger-se as crianças dos conteúdos inapropriados sem lhes negar o acesso a conteúdos educativos, válidos e atractivos? Podem minimizar-se os perigos sem reduzir as oportunidades? Estas questões são o ponto capital do dilema com que nos defrontamos actualmente.
    (...)
    O fenómeno da adição à Internet, as condutas de risco nos chats (transmissão de dados pessoais que possam permitir a localização, assim como o encontro “às cegas” com estranhos), a questão dos menores como protagonistas de condutas ilegais (download ilegal de filmes e músicas através das redes P2P), a mediação parental e escolar, o conhecimento e as estratégias dos professores para lidarem com o plágio e o uso acrítico da Internet, as práticas no contexto escolar, assim como o acesso à Rede em ciber-centros (há uma absoluta falta de controlo e regulamentação destes locais relativamente à presença de menores), são áreas de análise pouco estudadas e que poderão permitir ter um conhecimento mais aprofundado sobre a ligação das crianças e dos jovens com as novas tecnologias, para além dos seus riscos e oportunidades.
    Crianças e Internet, Riscos e Oportunidades - Um desafio para a agenda de pesquisa nacional Backup


http://www2.fcsh.unl.pt/eukidsonline/

Reflicta sobre a Internet no quadro das novas oportunidades que nos oferece e dos novos riscos a que nos expõe.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

A sociedade do telemóvel!

Os desenvolvimentos tecnológicos têm consequências, muitas vezes imprevistas, sobre a estrutura social das sociedades. Poderemos falar na emergência de uma sociedade do telemóvel?

Segundo Anthony Giddens o termo modernidade refere-se aos modos de vida e de organização social que emergiram na Europa por volta do século XVII. Para o autor "a modernidade altera radicalmente a natureza da vida social quotidiana e afecta os aspectos mais pessoais da nossa experiência. (...) A vida social moderna caracteriza-se por processos profundos da reorganização do tempo e do espaço, aliados à expansão de mecanismos de descontextualização – mecanismos conducentes à abstracção das relações sociais de localizações específicas, recombinando-se através de vastas distâncias de espaço-tempo". O telemóvel altera radicalmente estas distâncias.

  • O objecto que mais mudou os nossos hábitos sociais não é o computador, nem a Internet, nem o cabo, é o telemóvel. (...)

    É o caso do relógio que saiu do laboratório das excentricidades, um pouco como precursor de um Meccano ou um Lego moderno, ou de um jogo de habilidade mecânica, ou de um objecto de luxo tão curioso como inútil, para se transformar numa necessidade tão vital que biliões de homens o trazem no pulso. Se exceptuarmos o uso dos relógios nos navios para calcular a longitude, os relógios não serviam para nada quando a esmagadora maioria das pessoas trabalhava de sol a sol, ou ao ciclo das estações, e estas dependiam de um calendário que estava escrito nos astros. Calendários eram precisos, relógios não eram precisos, até ao momento em que a Revolução Industrial apareceu e mudou quase tudo por onde passou. Milhões de pessoas vieram dos campos para as cidades, para as fábricas e para as minas, e precisavam de horas. O relógio subiu primeiro para as torres ou para o centro da fachada neoclássica das fábricas e lá continuou, passando depois para dentro, e depois para o bolso dos ricos e por fim para o pulso de todos. Hoje o relógio ordena o nosso tempo com um rigor muito para além do biológico e manda no nosso corpo, como nenhum objecto do passado. É tão presente que parece invisível, nem damos por ela que está lá, é parte do nosso corpo, mais do que objecto estranho. Um figurante do Ben Hur esqueceu-se dele, e nos filmes há quem vá para a cama sem ser para dormir, só vestido no pulso. (...)

    (...) Luta-se por um telemóvel, porque num telemóvel de um adolescente está muito do seu mundo: telefones dos amigos, telefone dos namorados, passwords, fotografias, mensagens, vídeos, o equivalente a um diário pessoal, em muitos casos mais íntimo que um diário à antiga, com a sua chavinha de brincar que dava a ilusão de que ninguém o lia. À medida que se caminha pela idade acima o conteúdo do telemóvel muda, mas continua pessoal e intransmissível, com os SMS comprometedores que arruínam muitos casamentos, até se tornar quase um telefone de emergência que os filhos dão aos pais com os números deles já gravados e os das emergências: "é só carregar aqui e eu atendo, se houver qualquer problema, assim não se sente sozinho." Sente. (...)

    (...) o magnífico instrumento de controlo que é o telemóvel, pessoa a pessoa, numa rede que prende os indivíduos numa impossível fuga àquilo que é o objecto sempre presente, sempre ligado (os telemóveis desligados são de desconfiar), no qual a primeira pergunta é sempre "onde tu estás?", uma pergunta sem sentido no telefone fixo, esse anacronismo. Adolescentes jovens ou tardios, casais, maridos, mulheres, amantes, namorados, patrões e empregados, jogam todos os dias esse jogo do controlo muito mais importante do que a necessidade de falar ao telemóvel. Na verdade a esmagadora maioria das chamadas de telemóvel não tem qualquer objecto ou necessidade de ser feita, ninguém as faria num mundo de telefones fixos, que não seja pelo controlo, pela presentificação do indivíduo no seu jogo de inseguranças, solidões, afectos, e medos, através da caixa electrónica que se segura numa mão.

    Não é a necessidade que justifica a presença quase universal dos telemóveis desde as crianças de seis anos até aos velhos, os milhões de chamadas a qualquer hora do dia, em qualquer sítio, da missa à sala de aulas, do carro à cama, é o complexo jogo de interacções sociais que ele permite, sem as quais já não sabemos viver. Viver num mundo muito diferente e cada vez mais diferente.
    José Pacheco Pereira – PÚBLICO, 12/ABRIL/2008
  • A cultura e a dependência da imagem que caracterizam os jovens de hoje exigem novas abordagens. E assim chegamos ao telemóvel, afinal o protagonista desta triste estória. Um pequeno telefone é um herói para o seu jovem dono, espécie de prolongamento do seu corpo e definidor dos seus relacionamentos: com ele se namora, se evita a solidão, se copia nos testes, se recebem ralhos ou mimos dos pais, se goza com os políticos ou os professores. As mensagens escritas, gratuitas em muitos casos por jogada bem calculada das operadoras, são os "papelinhos" trocados à socapa dos velhos tempos. Mais do que isso: com as câmaras de filmar dos telemóveis, registam-se cenas sexuais depois exibidas sem pudor ou, na terrível moda do "happy slapping", um adolescente agride outro desprevenido, para riso de um grupo que filma a cena.
    Daniel Sampaio - PÚBLICO, 30/MARÇO/2008
  • Onde é que já se viu hoje em dia não ter telemóvel, deixar de jogar playstation ou counterstrike em rede, ir para o hi5, deixar de mandar mails, chats e MSN, sacar filmes e umas músicas, ou para aqueles mais rebarbados sacar uns filmes XXX para vêr à noite?
    Pois, há cerca de 10-15 anos atrás, não havia.
Resumo O uso dos telemóveis generalizou-se de tal modo, que se pode afirmar que essa tecnologia se naturalizou, passou a fazer parte integrante das dinâmicas do indivíduo. Quem não tem hoje um telemóvel em Portugal e, no mundo ocidental em geral? O fenómeno expandiu-se sem olhar a classe social, económica, cultural, género ou idade. Os serviços disponibilizados pelos equipamentos foram-se desdobrando para atrair e satisfazer necessidades e desejos. Onde quer que se esteja está-se com quem e com o que se quer e precisa – “A era da conexão é a era da mobilidade” (Lemos,2004:3). Abre-se uma nova vaga na dinâmica das rotinas cognitivas e sociais metamorfoseadas pelas tecnologias da informação e da comunicação, em que a ubiquidade e o nomadismo são características marcantes. Mas, não deixa de ser igualmente marcante a nova dinâmica de gestão dos contactos e dos laços sociais. O que aparentemente traria um alargamento do círculo de sociabilidade, afinal afigura-se como meio de fechamento do sujeito num círculo restrito e controlado, no qual só entra quem é reconhecido. Deste modo, gerando o que Gournay (2002:355) designa de insularidade mediática mas, que também poderemos designar de geração de arquipélagos de comunicação – «L’insularité médiatique constitue la propriété marquante de la communication mobile, autant dans l’espace public que prive. Une insularité mouvante qui assure une fluidité maximale de la circulation des informations et des personnes, au prix de l’évitement ou du contournement de la proximité indésirable avec l’entourage, qu’il s’agisse du public anonyme, de clients ou d’administrés inopportuns, ou tout simplement de relations trop pesantes.» (Gournay 2002:355) Com a expansão do uso das comunicações móveis são identificados três níveis de tensão com a ecologia do espaço público (Morel,2002:51), a saber: o primeiro deve-se às melodias e sonoridades intempestivas que ferem a dinâmica sonora e relacional dos espaços; em segundo lugar, o acto de telefonar onde quer que se esteja altera os modos de presença e relacionamento com o espaço públicos e respectivos actores, alguns dos quais passam a estar presentes, mesmo na ausência física; num terceiro nível, o uso público de meios de comunicação móvel transporta do que foi durante muito tempo tido como do espaço privado para o espaço público, ou seja, o acto de telefonar estava associado ao lar ou ao espaço de trabalho, passa agora a estar onde quer que estejamos, com especial impacto na dinâmica de estar no espaço público ou em espaço partilhados (semipúblicos). A presente comunicação propõe-se reflectir sobre as mudanças sociais que a comunicação móvel introduz e apresentar alguns resultados frutos de estudos empíricos. Deste modo, pretende-se dar um contributo para estimular a reflexão sobre as implicações do uso de uma tecnologia que se alojou no nosso quotidiano como um vírus multiresistente ao qual ninguém escapa, mesmo os que tentam minimizar a sua presença e impacto, tal é a pressão social.
http://www.youtube.com/watch?v=2ZO8rrDkDKc

1. Considera excessiva a expressão "sociedade do telemóvel"? Justifique.

2. Será que o telemóvel promove o anulamento do diálogo directo, já que é mais fácil mandar uma mensagem ou falar via telemóvel? Discuta contextos diversificados.

3. Estamos a assistir à construção de uma sociedade mais aberta os mais fechada? Justifique.

4. Comente os valores de Sónia no modo como efectuou o carregamento do telemóvel.



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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Inserir um motor de pesquisa no seu blogue

Até as características avançadas dos blogues são simples de introduzir, porque basta copiar algum código que se pode encontrar em sites Internet especializados em dicas para a costrução de blogues. Esta foi retirada do TIPS FOR NEW BLOGGERS.

Por exemplo, para inserir um motor de pesquisa semelhante ao do blogue basta copiar o seguinte código:

<p align="left">
<form id="searchthis" action="http://stcx.blogspot.com/search" style="display:inline;" method="get">
<strong>NOME DO TEU BLOGUE<br/></strong>
<input id="b-query" maxlength="255" name="q" size="20" type="text"/>
<input id="b-searchbtn" value="STCx" type="submit"/>
</form></p>


  • Por questões estéticas eliminou-se a linha de código destinada ao nome do blogue

    optando-se por colocar o seu nome no botão (em "value", STCx), mas você poderá tomar decisões diferentes.

  • Onde se indica o endereço deste blogue, deverá colocar a URL do seu.

  • Para copiar o código para o seu blogue siga o seguinte caminho:
    Seleccione Painel / Esquema / Elementos de página / Adicionar uma miniaplicação / HTML/JavaScript encontra-se logo na categoria Básico, e já está!

  • Pode alterar o número 20 em "size" para modificar a largura do motor de pesquisa.

  • Deve deixar o motor de pesquisa na parte superior da barra lateral para que que o professor lhe envie por mail uma imagem com a captura de screen do seu blogue, mostrando que cumpriu esta tarefa. Imprimindo essa imagem ficará com uma prova em papel para o dossier, parecida com a imagem abaixo.






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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Inserir um SlideShow na banda lateral do blogue

Um SlideShow é um conjunto de imagens que vão passando. Antes de colocar o SlideShow no blogue é necessário arrumar as imagens em álbuns digitais. Os sites mais populares para o efeito são o Flickr e o Picasa. Recomendo este último por ser gratuito, independentemente do espaço utilizado.

Para utilizar o Picasa é necessário instalar o respectivo software, com o qual serão organizadas as fotos a publicar no site. Para publicar as fotos no Picasa poderá utilizar como username e password exactamente o que definiu para a sua conta do G-mail, porque o Picasa também é um serviço do Google.

Depois de colocar as fotos online no Picasa, volte ao seu blogue. Seleccione Painel / Esquema / Elementos de página / Adicionar uma miniaplicação / SlideShow encontra-se logo na categoria Básico, e já está!

Exercício

Colocar fotografias no Picasa e apresentar um álbum em SlideShow no blogue.

Como se coloca um Álbum na Internet utilizando o Picasa?
Coloca as fotos que lhe interessam no Tabuleiro de fotografias, no canto inferior esquerdo, utilizando os botões "Manter" e "Limpar". Depois basta clicar na botão Álbum Web e introduzir os seus dados (username e password) do G-mail. A parte inicial do vídeo abaixo mostra este processo.


Tutorial do Picasa em português (BR)

Encontram-se outros vídeos que explicam como tirar melhor proveito do Picasa, procurando por picasa tutorial no YouTube.


Nota 1: O SlideShow que está a ver ao lado é um dos álbuns que se encontra aqui.

Nota 2: Deve deixar o SlideShow na parte superior da barra lateral para que que o professor lhe envie por mail uma imagem com a captura de screen do seu blogue, mostrando que cumpriu esta tarefa. Imprimindo essa imagem ficará com uma prova em papel para o dossier, parecida com a imagem abaixo.





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domingo, 16 de novembro de 2008

Perspectiva Geral da Internet: História, Funcionamento, Serviços e Pesquisa

Veja a seguinte apresentação.    Backup (Arquivo)

Observações:

1. A Guerra Fria justificou a criação um sistema de comunicações descentralizado, mantido sob segredo entre os militares até aos anos 80. A ideia seria assegurar as comunicações entre os sobreviventes da III Guerra Mundial.

2. Com afinal da Guerra Fria deixou de justificar o secretíssimo, e a partir dos anos 90 esta tecnologia passou a ser utilizada pela sociedade civil.

3. O Protocolo TCP/IP, Protocolo de Controle de Transmissão, Internet Protocol, decompõe a informação em pacotes, que circulam do computador de origem até ao de destino por diferentes vias da rede. Imagine um comboio cujas composições fossem de Lisboa ao Porto por diferentes linhas (as mais desimpedidas), mas quando chegassem ao Porto o comboio ficaria alinhado porque as carruagens estão numeradas! Evidentemente que isto não sucede com os comboios, mas é assim que viajam os pacotes de TCP/IP no mundo virtual.

4. Serviços Web

Na fase inicial os browsers permitiam ler a informação que se encontrava na Web. Hoje estamos numa fase em que a Web apela à interacção com o cibernauta permitindo-lhe a criação dos próprios conteúdos (redes sociais, wikis, folksonomia). Os termos Web 1.0 (basicamente leitura) e Web 2.0 (leitura e escrita) são utilizados para assinalar esta evolução.
Tem-se assistido à webização da generalidade dos serviços.


O browser mais utilizado hoje é o Firefox

A mais recente novidade no mundo dos browsers, que aconselho a experimentar é o Google Crome

5. E-mail

O G-mail introduziu um novo conceito de mail que tornou obsoletas as restantes aplicações.. Os conceito de “conversação” e de “arquivar” as mensagens, além da quantidade de espaço disponível e da facilidade de pesquisa, entre outras características, colocaram o G-mail na liderança do mercado.

Grupos de mail

Turma G1 - http://groups.yahoo.com/group/g1esgb/ g1esgb@yahoogroups.com

Turma G3 - http://groups.yahoo.com/group/g3esgb/ g3esgb@yahoogroups.com

Turma G10 - http://tech.groups.yahoo.com/group/g10efa/
g10efa@yahoogroups.com

Turma G11 - http://groups.yahoo.com/group/g11esgb/
g11esgb@yahoogroups.com


6. Newsgroups

Mais uma vez a Google volta a dominar. O grupo português mais frequentado é o
pt.soc.politica


7. FTP

Alguns servidores são de livre acesso, outros exigem password.

Experimente

ftp://ftp.telepac.pt Servidor de acesso livre.

ftp://ftp.prof2000.pt Servidor de acesso reservado aos seus utilizadores.

Uma utilização frequente requer a instalação se software específico, dito cliente de ftp. Entre os mais populares destacam-se:~
- FTP Explorer
- CuteFTP
- CoffeeCup Free FTP
Este software é indispensável para construir sites Internet. Quando se edita um blogue, ao publicar a mensagem a tecnologia do serviço realiza o ftp sem que o utilizador se aperceba da operação.


6. IRC

Os canais de irc permitem teclar mais rapidamente que no MSN. Nos canais de irc podem encontrar-se dezenas de pessoas e naturalmente que o diálogo é impossível. Quando querem teclar a dois passam a faze-lo em privado, e se o “teclanço” se prolongar acabam por trocar os endereços do MSN.

A regulação do IRC em Portugal compete à PTNET

O cliente mais popular de irc é o Mirc.

7. Pesquisa

Os mecanismos de pesquisa anteriores ao Google utilizavam operadores da lógica matemática booliana: +, - , ou, e, permitiam combinar estes operadores utilizando parêntesis. O problema é que os utilizadores nunca tiveram paciência para realizar pesquisas complicadas!

O Google mais uma vez foi inovador. Introduziu no motor de pesquisa mecanismos que lhe permitem utilizar as experiências dos próprios utilizadores para hierarquizar os resultados apresentados nas pesquisas.


1. A Escola só pode mesmo oferecer as competências básicas. As tecnologias mudam a uma velocidade tão acelerada que quem não aprender a aprender por si, mais tarde ou mais cedo, ficará ultrapassado. Comente.





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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Proposta de Barack Obama sobre Tecnologia e Inovação

Leia o extracto da proposta de Barack Obama: (O texto original encontra-se no Arquivo)

Actualizar a Educação para atender as necessidades do Século XXI: Barack Obama vai enfatizar a importância da alfabetização tecnológica, assegurando que em todas as escolas públicas as crianças sejam dotadas com as necessárias competências em ciência, tecnologia e matemática, habilidades para ter sucesso na economia do Século XXI. Acesso a computadores e ligações em banda larga nas escolas públicas deve ser conjugada com professores qualificados, currículos flexíveis e um compromisso com o desenvolvimento de competências no domínio da tecnologia. Isto é central para a competitividade do sector tecnológico da nossa nação e dos nossos cidadãos. Obama também acredita que é preciso fortalecer a educação científica e matemática para ajudar a desenvolver uma qualificada força de trabalho e promover a inovação. Ele vai trabalhar para aumentar o nosso número de diplomados em ciências e engenharia, incentivar os jovens a estudar matemática e ciência para obterem graduação, e trabalhar para aumentar a representação das minorias e das mulheres na ciência e na área da tecnologia, representando a diversidade da América para satisfazer a crescente procura de uma mão-de-obra qualificada. Se vamos exportar o nosso melhor software e melhores empregos de engenharia para países em desenvolvimento, é menos provável que a América beneficie com a próxima geração de inovações em nanotecnologia, electrónica e biotecnologia. Devemos ter mão-de-obra qualificada para que possamos manter e crescer empregos que exigem as competências do Século XXI em vez de obrigar os empregadores a encontrar trabalhadores qualificados no exterior.

1. Identifique a triologia de competências valorizada por Obama.

2. Relacione as competências tecnológicas com o crescimento económico.

Assista à reportagem da SIC sobre o papel da tecnologia na "escola do futuro".

Conheça os Projectos-chave do Plano Tecnológico da Educação.


3. Comente o papel da tecnologia na "escola do futuro".



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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Ciberdemocratização - As inequidades reais resultantes do Mundo virtual da Internet

Leitura de um texto de Philippe Perrenoud.



As NTIC? Poderá inconscientemente esta sigla triunfante designar as “Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação”? Serão elas também, os Novos Tipos de Inequidades Culturais?

O Mundo muda, os recursos materiais e intelectuais com os quais precisamos de viver, agir, captar para a realização dos nossos projectos renovam-se, ao sabor das mudanças tecnológicas. Muda também, agora, o padrão das inequidades culturais que condicionam o acesso aos recursos. No campo da comunicação, a emergência da escrita, depois da invenção da imprensa, actualizou a nossa perspectiva do Mundo; mais tarde, o telefone, a radio, o cinema, depois a televisão e o vídeo fizeram-no à sua medida. Hoje, o multimédia, as redes mundiais, a realidade virtual, e mais banalmente o conjunto das ferramentas informáticas e telemáticas parecem transformar a nossa paisagem, as relações sociais e os modos de trabalhar, de se informar, de se formar, de se distrair, de consumir, e mais basicamente ainda de se expressar, de escrever, de entrar em contacto, de consultar, de decidir, e pouco a pouco, talvez o modo de pensar. Pierre Lévy (1997) não teme associar estas mutações a uma incipiente cibercultura que já se instalou.

A Escola não pode ser pensada afastada destas transformações. Não faltam os espíritos não totalmente desinteressados, para a incitar a juntar-se à “revolução numérica”. O meu propósito não é combater esta mensagem, mas somente a parte do mito libertador e igualitário frequentemente veiculado: a alienação e as desigualdades intelectuais e culturais manifestam-se diferentemente utilizando as novas tecnologias que utilizando o livro, mas elas não desaparecem como por magia, e podem mesmo agravar-se temporariamente, ou mesmo duradouramente se não forem tomadas em consideração.


1. A Escola face às NTIC
2. A desigualdade frente às ferramentas
3. A desigualdade frente à abstracção
4. Cidadania e redes


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1. Desenvolva dois aspectos referidos no ponto 4.1. A Escola face às TIC.

2. Refira os recursos intelectuais clássicos que “fazem a diferença” na generalidade das tarefas escolares. (ponto 4.3.)

3. Mostre que o papel da Escola é relativamente mais complexo quando pretende oferecer aos indivíduos (1) idênticas oportunidades de utilização da Internet (ponto 4.3.) do que simplesmente (2) idênticas oportunidades de acesso à rede (ponto 4.2.)

4. Discuta a possibilidade da Internet favorecer os melhores estudantes.

5. “Ainda é necessário saber-se se servem [os computadores] para desenvolver competências, suscitar projectos, criar situações problemáticas, avaliar de um modo formativo, regular em função de objectivos claros e realistas (...)”.
Justifique as dúvidas de Perrenoud quanto às potencialidades educativas dos computadores.

6. A arquitectura da Internet foi discutida a nível mundial ou foi imposta a todo o mundo pelos peritos? (http://www.w3.org/) Justifique tendo em consideração as características da modernidade.

7. Que papel atribui Perrenoud à Escola, num mundo onde o poder se encontra tão inequitativamente distribuído?



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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Por que devem os alunos utilizar um blogue?

Não me enganei a traduzir. "Por que razão deixar os nossos alunos usar um blogue?" pareceu-me um título fraco para apresentar este vídeo que sintetiza as vantagens da utilização dos blogues enquanto recursos educativos. Creio que qualquer pessoa com o mínimo bom senso poderá concluir que já é tempo de arrumar os antigos dossiers no armário da história.






http://www.teachertube.com/viewVideo.php?video_id=838

Para comunicação...
Para literacia...
Para posse...
Para partilha...
Para colaboração...
Para discussão...
Para concessão...
Para interacção...
Para motivação...
Para participação...
Para engajamento...
Para excitação...
Para conversação...
Para a criatividade...
Para reflexão...
Para alargar as paredes da sala de aula...
Dar aos estudantes uma “voz”.
Dar aos estudantes uma audiência...
Dar aos estudantes um ambiente de aprendizagem...
...aberto 24 horas / 7 dias por semana.
Para lhes dar competências úteis para os seus futuros digitais.

Escrever para aprender...
Blogar para aprender.




1. Escreva uma composição sobre a utilidade que o seu blogue tem para si.

2. Escreva uma composição sobre as potencialidades dos blogues enquanto (a) recursos educativos e (b) meios de valorização das pessoas.

3. Para que os alunos utilizem blogues, alguns aspectos que facilitarão a sua utilização são a experiência prévia em informática e a posse de um computador próprio. Justifique.

4. A posse de um blogue permite ao aluno "tornar-se produtor de cultura", atingindo um patamar em que os estudos dão outra satisfação.
Comente.




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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Referencial de Formação STC_5


Redes de Informação e Comunicação


Resultados de Aprendizagem
  • Entende as utilizações das comunicações rádio em diversos contextos.
  • Perspectiva a interacção entre a evolução tecnológica e as mudanças
    nos contextos organizacionais, bem como nas qualificações
    profissionais.
  • Discute o impacto dos media na construção da opinião pública.
  • Relaciona a evolução das redes tecnológicas com a transformação das redes sociais.


Conteúdos

Aspectos socio-económicos do desenvolvimento e da implementação das tecnologias da informação e da comunicação
Conceitos-chave: diversidade social, desigualdade social, investimento, inovação, meio de comunicação de massas, sociedade em rede.
  • Diferentes modos de relação com a tecnologia que coexistem nas sociedades contemporâneas, bem como a sua correlação com certas variáveis sociais (idade, qualificações, recursos económicos, formação específica, grupos de sociabilidade, etc.)
  • Relação entre competências tecnológicas e crescimento económico, a nível individual, organizacional e societal
  • Ponderação de soluções tecnológicas sustentáveis, a nível organizacional, a partir de uma estimativa dos seus custos e benefícios
  • A importância do investimento em inovação tecnológica e em investigação e desenvolvimento na actividade económica
  • A importância dos meios de comunicação de massas no desenvolvimento da democracia e da reflexividade social, em particular, através do fortalecimento (e possível controlo ou regulação) de uma “opinião pública”
  • Implicações socio-económicas da difusão das redes tecnológicas, em particular, no desenvolvimento de uma nova configuração social, a sociedade em rede


Elementos tecnológicos centrais que estruturam o funcionamento dos sistemas de informação e comunicação
Conceitos-chave: tecnologia da informação e comunicação, terminal, rede, intranet, internet, desempenho.
  • Os sistemas funcionais básicos das tecnologias de informação e comunicação (armazenagem e transferência de dados, construção, articulação e apresentação de informação)
  • Os diversos tipos de tecnologias de informação e comunicação, caracterizando as suas dimensões individual e colectiva (terminais e redes)
  • Principais elementos, estrutura e dinâmicas das redes informáticas fechadas (intranet) e abertas (internet)
  • Aplicação das tecnologias de informação e comunicação nas múltiplas actividades humanas (produção, comércio, serviços, comunicação social, etc.)
  • Limitações no desempenho e aplicação associadas à componente tecnológica das tecnologias de informação e comunicação


Conhecimentos científicos e matemáticos fundamentais para a compreensão e boa utilização das tecnologias da informação e da comunicação
Conceitos-chave: princípio físico, código binário, linguagem, base de dados, estatística.
  • Os princípios físicos fundamentais que permitem a realização de operações pelos sistemas de informação e comunicação
  • O código binário como linguagem da programação: estrutura e operações básicas
  • Operações estatísticas básicas: construção de bases de dados, produção e interpretação de resultados estatísticos, na forma numérica e gráfica


Áreas do Saber: Economia, Sociologia, Física, Matemática.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Um outro olhar sobre o Universo

Um outro olhar sobre o Universo

Acesso reservado aos utilizadores do Arquivo.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Referencial de Formação STC_6


Modelos de Urbanismo e Mobilidade


Resultados de Aprendizagem
  • Associa conceitos de construção e arquitectura à integração social e à melhoria do bem-estar individual.
  • Promove a qualidade de vida através da harmonização territorial em modelos de desenvolvimento rural ou urbano.
  • Compreende os diferentes papéis das instituições que trabalham no âmbito da administração, segurança e território.
  • Reconhece diferentes formas de mobilidade territorial (do local ao global), bem como a sua evolução.


Conteúdos

Processos de mudança fundamentais na geografia das populações, em particular, os intensos fluxos de migração, emigração e imigração que ocorreram no território português, desde o início do século XX
Conceitos-chave: densidade populacional, área urbana, êxodo rural, terciarização, modelo de desenvolvimento, emigração, imigração.
  • Distribuição da população no território português, enfatizando as grandes assimetrias regionais em termos de densidade populacional e a emergência de grandes áreas urbanas
  • O processo de êxodo rural, litoralização e progressivo despovoamento do interior, a partir da transformação profunda dos critérios de atractividade e repulsividade dos diferentes locais
  • Relação entre o crescimento das cidades, a melhoria das acessibilidades e a industrialização e terciarização dos sistemas económicos
  • Diferentes modelos de desenvolvimento sustentável e de qualidade de vida, tanto em contexto urbano como em contexto rural
  • Novas tendências na relação espaço-campo e, em particular, novos padrões residenciais, impulsionados pela melhoria das acessibilidades e das telecomunicações
  • A situação de Portugal como um país de emigração e imigração: novas facetas deste fenómeno resultantes da criação de um território europeu de livre circulação


Princípios psicológicos associados à integração e bem-estar, com enfoque nos contextos de desenvolvimento e nos processos de mudança de meio envolvente
Conceitos-chave: comunidade, bem-estar, modelo ecológico do desenvolvimento, adaptação, transferência cognitiva.
  • O funcionamento e o papel social das comunidades como promotoras de desenvolvimento e bem-estar pessoais
  • Os diferentes contextos no modelo ecológico do desenvolvimento (macro-sistema, meso-sistema, exo-sistema, micro-sistema)
  • Factores de risco e de protecção em cada um dos sistemas
  • Mecanismos de adaptação e transferência cognitiva, inerentes a qualquer processo de mobilidade individual entre diferentes comunidades (possibilidades e limitações)


Conceitos fundamentais nos processos de construção do espaço de vivência (arquitectura) e de ordenamento do território
Conceitos-chave: necessidade, satisfação, habitat, espaço, urbanidade, modelo territorial.
  • As necessidades do Homem no seu habitat (habitação, trabalho, convívio, alimentação, deslocação, etc.)
  • A dimensão física do espaço de vivência, considerando as componentes de estar e deslocar
  • Relação da organização e da construção do espaço urbano, entre o estar e o deslocar, com a satisfação das necessidades do Homem
  • Caracterização dos modelos territoriais de organização do espaço de vivência: formas de medição e análise dos padrões de ocupação de solo e configuração de vias de comunicação de diferentes tipos de transporte

As variáveis físicas que limitam o desenvolvimento do espaço urbano

Princípios físicos na organização e gestão do espaço habitável
Conceitos-chave: fluxos, matéria, energia, circulação, resíduo, eficiência.
  • Fluxos materiais e energéticos no interior dos espaços urbanos e entre estes e os espaços adjacentes
  • Medição, análise e interpretação da circulação de ar, água e seres vivos, bem como da produção de resíduos e o consumo de energia no espaço urbano
  • Medição, análise e interpretação dos fluxos materiais e energéticos do lar, associando as variáveis determinantes para a gestão eficiente daqueles (equipamentos utilizados, construção do espaço, orientação solar, comportamentos de utilização de energia, etc.)


Áreas do Saber: Psicologia, Geografia, Arquitectura/Ordenamento do Território, Física, Matemática.


Recursos
Evolução das Assimetrias Regionais, DPP, 2006. Backup

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Justificação da referência ao Coeficiente de Correlação

Resposta às críticas sobre a ficha Coeficiente de Correlação de Pearson - r.


Lê-se nos critérios de evidência da Unidade 7, DR2:

  • Actuar tendo em conta o papel da ciência, reconhecendo as suas pertinência e limitações, nos debates públicos e face aos diferentes jogos de poder, criando evidência para essa actuação baseada em modelos matemáticos.



A referida ficha apenas apresentou graficamente, portanto de um modo acessível e intuitivo, uma ferramenta matemática e estatística a título de exemplo, evidenciando a sua pertinência e limitações para a construção do conhecimento científico, que se reproduz nos debates públicos e face aos diferentes jogos de poder.
Para todos os formandos ficou evidente que (1) a matemática e a estatística são uma linguagem, que simultaneamente transportam (2) uma forma de raciocínio.

Nas suas reflexões, puderam pensar em coisas simples da sua história de vida como:
- a correlação entre a escolaridade que estão a obter e a remuneração esperada;
- a correlação entre o poder de compra e a limitação voluntária da natalidade;
- a endogamia que verificam nos casamento de muitos grupos profissionais: professores cassados com professoras, médicos com médicas, etc.


Suponho que tudo isto está ao alcance de um aluno dos cursos EFA.


Cacem, 29 de Outubro de 2008.

José Manuel Neto

domingo, 19 de outubro de 2008

O que é uma reflexão?

Reflectir significa voltar a examinar-se a si mesmo. É suposto que após a aquisição de novas ferramentas cognitivas, os conceitos de STC que são apresentados em cada ficha, permitem observar as nossas histórias de vida numa perspectiva diferente.



Exemplo de reflexão a propósito da 1ª ficha:


No conceito weberiano de acção social devemos sublinhar (1) a intenção que motiva os indivíduos, mas também não podemos esquecer que (2) os actores se orientam se orientam por comportamentos esperados dos outros indivíduos e grupos sociais. Por exemplo, sem dúvida nenhuma que posso agradecer o meu investimento na informática à urgência de ultrapassar as deficiências motoras, limitação que transformei em motivação. A generalidade das pessoas nunca têm uma apetência tão grande pela informática porque nunca sentiram a mesma necessidade. Se eu não compreendesse que os indivíduos agem em função dos interesses, viveria em sistemático confronto com todos os colegas. A Sociologia tranquiliza-me, na medida em que compreendo que cada qual tem as suas tarefas definidas pela Escola, onde sou apenas mais um professor. Simultaneamente sinto alguma inquietação quando reflicto sobre o facto das novas tecnologias, terem mudado tudo: a comunicação humana, o lazer, o trabalho, a memória colectiva, os modelos de mercado e das transacções, o exercício do poder. É desastroso que as pessoas da Escola reflictam ainda dez anos depois sobre os perigos da Internet e que as Escolas se tenham tornado ambientes de trabalho menos informatizados que a sociedade, menos equipadas que a maior parte das empresas e das famílias. Estas tecnologias são incontornáveis e representam, apesar dos seus efeitos perversos, um progresso importante, onde o papel da Escola é evidentemente tentar oferecer as suas chaves.
Os alunos dos estratos inferiores ou têm a sua iniciação a estas ferramentas na Escola ou dificilmente terão oportunidades mais tarde, pelo que o combate à iliteracia digital é também um aspecto importante para reduzir as disparidades ao nível da repartição do rendimento. Os alunos dos estratos mais baixos são certamente os que tem mais a ganhar quando gasto mais tempo a utilizar computadores, mas paradoxalmente são os menos participativos, porque a sua insegurança os leva a recear "dar bronca" e serem motivo de galhofa na turma. É complicada a tarefa dos professores!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Consequências da Modernidade

A obra de Giddens é um excelente ponto de partida para a reflexão sobre os limites do conhecimento científico, a sua utilização pelos poderes instituídos e consequências sobre a nossa vida privada.



   

GIDDENS, Anthony, As Consequências da Modernidade, Celta Editora. Para Giddens, a modernidade “refere-se a modos de vida e de organização do social que emergiram na Europa cerca do século XVII e que adquiriram, subsequentemente, uma influência mais ou menos universal”. (2000:1). O dinamismo da modernidade resulta da separação do tempo e do espaço (relógio mecânico, fim do século XVIII) e da sua recombinação sob formas que permitem o exacto "zonamento" espacio-temporal da vida social, forçando à descontextualização dos sistemas sociais. Por descontextualização entende-se a "desinserção" das relações sociais dos contextos locais de interacção e a sua reestruturação através de extensões indefinidas de espaço-tempo (2000:15).
  • Família / Novas modalidades familiares
  • Trabalho / Emprego
  • Educação / Escolarização
  • Riqueza / “Dinheiro”
  • Internet... da rede de máquinas à rede de pessoas – recontextualização?
Giddens observa que vivemos uma época marcada pela desorientação, pela sensação de que não compreendemos plenamente os eventos sociais e que perdemos o controle. A modernidade transformou as relações sociais e também a percepção dos indivíduos e colectividades sobre a segurança e a confiança, bem como sobre os perigos e riscos do viver. Giddens considera que a modernidade é multidimensional ao nível das instituições, e pode sintetizar-se na imagem da condução do JAGRENÁ. (“Juggernaut” no original, refere-se a um mito religioso hindu, com origem na palavra “Jaggannath”, “senhor do Mundo”, que é um dos nomes de Krishna. Uma imagem desta divindade era levada todos os anos pelas ruas num enorme carro, sob o qual se lançavam, sendo esmagados pelas suas rodas.) O leigo - e todos nós somos leigos no que respeita à maioria dos sistemas periciais - tem de conduzir o carro de Jagrená. A falta de controlo que muitos de nós sentimos no que toca a algumas circunstâncias das nossas vidas é real. Tudo pode desaparecer agora, a civilização, a história, a natureza. CATÁSTROFE ECOLÓGICA? Como poderemos considerar riscos tão afastados do nosso controlo individual? A MAIOR PARTE DE NÓS NÃO PODE. Quem se preocupa com a possibilidade de uma catástrofe ecológica tende a ser considerado psiquicamente perturbado. Embora não seja irracional que alguém estivesse permanentemente e conscientemente angustiado, esta forma de ver paralisaria a vida quotidiana normal. Numa reunião social este assunto é inconveniente. Na modernidade, a pericialidade aplica-se até à intimidade. (Exemplo: É mais seguro confiar no teste HIV que na historieta do parceiro!!! E depois do teste?). Max Weber – Os elos da racionalidade são cada vez mais apertados!!! Karl Marx – O capitalismo é uma maneira irracional de governar o mundo, uma vez que substitui a satisfação controlada das necessidades pelos caprichos do mercado!!! Reacções adaptativas (Giddens) 1) Aceitação pragmática – Convive bem com a catástrofe ecológica porque nem pensa nela, pois se pensasse seria aterrador 2) Optimismo persistente – Acreditam que podem ser encontradas soluções tecnológicas e sociais para os problemas 3) Pessimismo cínico – Faça-se o que se fizer as coisas correrão mal, portanto o melhor é gozar o dia de hoje 4) Activismo radical – Atitude de contestação prática às fontes de perigo identificadas Porque é que vivemos num mundo tão descontrolado? (Muito diferente daquele que os iluministas anteviram) Porque é que a “razão harmoniosa” não produziu um mundo sujeito à nossa predição e controlo? What’s the point? Como minimizar os perigos e maximizar as oportunidades que a modernidade nos oferece?
  • Consequências não pretendidas

    • Defeitos de concepção – Será que os sistemas abstractos que proporcionam a descontextualização das relações sociais sofrem defeitos de concepção que, quando os levam a funcionar mal, nos fazem sair das vias de desenvolvimento que projectámos?
      (Exemplo: a máquina fiscal que tem como objectivo teórico uma redistribuição mais justa dos rendimentos, promove a iniquidade, dado o elevado nível da evasão fiscal. Será defeito de concepção ao nível do sistema fiscal ou ao nível do sistema de valores?)

    • Falhas de operação – Uma boa concepção pode reduzir os defeitos de concepção, mas desde que estejam envolvidos seres humanos o risco existirá.
      (Exemplo: o bom desenho de uma estrada não evita os acidentes; Chernobyl)

    • Complexidade dos sistemas – As consequências da sua introdução e funcionamento noutros contextos da actividade humana não podem ser completamente previstas
      (Exemplo: a expansão das instituições ocidentais estará na origem do fundamentalismo religioso)
  • Circularidade do conhecimento social
    • Os novos conhecimentos não tornam o mundo social mais transparente, mas alteram a sua natureza, reorientando-o em novas direcções (Exemplo: Os novos “conhecimentos científicos” vão prescrevendo dietas....)
  • Poder diferencial
    • As desigualdades de poder no mundo são gritantes. A ausência de direitos incapacita as pessoas na luta contra a pobreza (Exemplo: 1,4 biliões de pessoas vivem com menos de US$1,25 por dia. Falta a caridade ou a justiça? Fonte: http://www.worldbank.org/)
  • Papel dos valores
    • Ver exemplo dos defeitos de concepção


PODEMOS FAZER ALGUMA COISA?
Realismo utópico - A visualização de futuros alternativos, pela sua visualização, pode ajudar a que estes se realizem. As mudanças sociais benéficas exigem muitas vezes a utilização de poder diferencial, detido apenas pelos privilegiados, contrariando a perspectiva de Marx.


1. Aponte alguns traços característicos da modernidade.
2. Apresente alguns exemplos de sistemas periciais.
3. Refira algumas instituições com interesses distintos
4. Justifique a sensação de insegurança e de perigo que os indivíduos sentem.
5. Justifique a impossibilidade de cada um de nós considerar os riscos de uma catástrofe ecológica.
6. Mostre que três das reacções adaptativas propostas por Giddens constituem mera fuga ao problema.
7. Mostre que uma reacções adaptativas propostas por Giddens constitui a modo racional de encarar a catástrofe ecológica.
8. Apresente novos exemplos em cada uma das categorias de “consequências não pretendidas”.
9. Refere-te à presença crescente da ciência e dos cientistas em debates relaccionados com o “ambiente/aquecimento global”, bem como à utilização do conhecimento científico por outros actores envolvidos na controvérsia.
10. Mostra como a argumentação científica utilizada não é suficiente para justificar os pontos de vista em jogo.
11. Explora a utilização da ciência pelos poderes em geral como argumento de validação de diferentes pontos de vista




Núcleo Gerador: Saberes Fundamentais
Dimensões das Competências: : Sociedade, Ciência
Domínios de Referência: DR3 – Saberes, Poderes e Instituições
Elementos de Complexidade: Tipo I, II e III


quinta-feira, 25 de setembro de 2008

link permanente

Se clicar sob título deste post verá aparecer na barra de endereços do browser (navegador) o respectivo link permanente:




Como o nome sugere, este endereço estará sempre afecto ao respectivo post. É criado automaticamente pelo Blogger cada vez que publicamos uma mensagem nova. Correcções ao post e republicações do mesmo não alteram este link.

Coeficiente de Correlação de Pearson - r

A matemática é importante como (1) linguagem e (2) forma de raciocínio fundamental para o desenvolvimento e a expressão do conhecimento científico. Apresenta-se neste post uma das mais populares ferramentas estatísticas: o Coeficiente de Correlação de Pearson, habitualmente representado pela letra "r".

Quando tomamos as variáveis duas a duas podemos verificar o que sucede a uma variável, x, quando outra variável, y, varia. São então possíveis três situações particularmente interessantes:
a) Quando a variável x toma valores maiores (menores) a variável y também toma valores maiores (menores);


b) Quando a variável x toma valores maiores (menores) a variável y toma valores menores (maiores); ou


c) A variável x toma valores maiores (menores) independentemente dos que a variável y apresenta.



No primeiro caso diremos que as variáveis estão positivamente (ou directamente) correlacionadas. No limite, isto é, se a correlação for "perfeita" - como é o caso se considerarmos a correlação da variável x consigo própria - o coeficiente de correlação será igual a 1.
No segundo caso diremos que as variáveis estão negativamente (ou inversamente) correlacionadas. No limite, isto é, se a correlação for "perfeita" o coeficiente de correlação será igual a -1.
No terceiro caso diremos que as variáveis não estão correlacionadas. No limite, isto é, em caso de "absoluta independência" o coeficiente de correlação será igual a 0.
Na prática os valores acima indicados nunca se encontram, mas são estes que deverão tomar-se como referência na interpretação dos parâmetros obtidos.

Carla Santos propõe a seguinte classificação da correlação linear:


No Excel o coeficiente de correlação calcula-se facilmente com recurso à função CORREL.

Imagine que recorrendo a dados empíricos, e garantindo dispor de uma amostra representativa, chegou aos seguintes gráficos de dispersão para os coeficientes de correlação entre as classificações internas de frequência (CIF) e as classificações de exame (CE) em Biologia (r=0,82) e em Psicologia (r=0,35).





Observação 1: Não se verificar correlação linear, não significa que não se verifique outro tipo de correlação, por exemplo, exponencial.

Observação 2: Qualquer que seja a correlação verificada, correlação não significa causalidade.

1. Explicite o significado da expressão "dados empíricos".

2. Explicite o significado da expressão "amostra representativa".

3. Supondo representativos os dados empíricos acima apresentados, que poderia concluir da comparação da Biologia com a Psicologia?

4. Imagine possíveis correlações entre duas variáveis. Descreva o que esperaria encontrar.

5. Você tem um computador. O computador tem o Excel. O Excel calcula coeficientes de correlação... Refira os obstáculos que o impedem de utilizar esta ferramenta estatística.

6. Considera possível separar o conceito de correlação (linguagem matemática) de uma certa maneira de entender o Mundo (forma de raciocínio)? Justifique.

7. Comente a utilidade do r na verificação de diferentes teorias.



Núcleo Gerador: Saberes Fundamentais
Dimensões das Competências: Sociedade, Ciência
Domínios de Referência: DR2 – Contexto profissional
Elementos de Complexidade: Tipo I, II e III

domingo, 21 de setembro de 2008

Referencial de Formação STC_7


Saberes Fundamentais


Resultados de Aprendizagem

  • Reconhece os elementos fundamentais ou unidades estruturais e organizativas que baseiam a análise e o raciocínio científicos.
  • Recorre a processos e métodos científicos para actuar em diferentes domínios da vida social.
  • Intervém racional e criticamente em questões públicas com base em conhecimentos científicos e tecnológicos.
  • Interpreta leis e modelos científicos, num contexto de coexistência de estabilidade e mudança.


Conteúdos


Conceitos nucleares para a compreensão e desenvolvimento dos vários ramos das ciências
Conceitos-chave: átomo, molécula, célula, órgão, indivíduo, cultura, sistema, rede, fenómeno.

  • O átomo e a molécula como elementos base do universo (ciências físico-químicas)
  • A célula e o órgão como elementos base dos seres vivos (ciências biológicas)
  • O indivíduo e a cultura como elementos base das sociedades (ciências sociais)
  • Estruturação destes elementos em sistemas ou redes alargadas, produtoras de fenómenos complexos (não redutíveis à soma dos elementos)


Aspectos metodológicos elementares da ciência enquanto prática social e modo específico de produção de conhecimento
Conceitos-chave: ciência, método, conceito, modelo, teoria, investigação científica, experimentação, lógica, conhecimento.

  • O método enquanto base do trabalho científico
  • Conceitos, modelos e teorias como ponto de partida e de chegada da investigação científica
  • As várias formas de experimentação empírica (controlada) como forma de verificação (refutação ou confirmação) das hipóteses resultantes das teorias e modelos abstractos
  • Procedimentos lógicos como base do raciocínio científico (dedução e indução)
  • A matemática enquanto linguagem e forma de raciocínio fundamental para o desenvolvimento e a expressão do conhecimento científico



Processos através dos quais a ciência se integra e participa nas sociedades
Conceitos-chave: interacção, argumentação, controvérsia pública, participação, competência científica, tomada de decisão.

  • Modos diferenciados como os cidadãos interagem com a ciência e utilizam os conhecimentos científicos no seu quotidiano
  • Formas como os argumentos científicos são mobilizados em controvérsias públicas, a par de outro tipo de argumentos (políticos, económicos, éticos, religiosos, etc.), na busca de soluções
  • Importância actual das competências científicas para a participação dos indivíduos em diversas questões públicas
  • Limitações do conhecimento científico e da actuação dos cientistas na tomada de decisão em polémicas públicas


Compreensão dos processos e conhecimentos científicos como base de um novo tipo de cultura e de desenvolvimento social
Conceitos-chave: dogma, preconceito, evolução, democracia, industrialização, dialéctica, sociedade do conhecimento.

  • O conhecimento científico enquanto aproximação (sempre provisória) ao real, no qual o maior rigor e funcionalidade resultam de uma contínua evolução
  • A ruptura com os dogmas, preconceitos e estereótipos enquanto atitude central no pensamento científico
  • A relação entre a emergência da ciência moderna e a erosão dos sistemas de poder tradicionais, dando origem às sociedades democráticas e industriais
  • A relação dialéctica entre investimento em investigação & desenvolvimento e os níveis de progresso e de bem-estar das sociedades
  • Intensificação da presença da ciência nos variados campos da vida contemporânea, dando origem a sociedades do conhecimento ou da reflexividade

sábado, 13 de setembro de 2008

O bom aluno – Representação científica

Para chegar à representação científica do bom aluno seria necessário utilizar o método científico.


FAZER UMA PERGUNTA - O processo científico de investigação tem como objectivo encontrar uma resposta satisfatória para determinado problema ou questão inicial

FAZER PESQUISA DE FUNDO – Inclui ler tudo o que foi escrito sobre o assunto (revisão bibliográfica) e ir observando e pensando na realidade que se deseja explicar (investigação exploratória)

CONSTRUÇÃO DE HIPÓTESES - Indicar as relações analíticas entre as variáveis a observar

TESTAR COM A EXPERIMENTAÇÃO - Verificar empiricamente as relações entre as variáveis. Dada a impossibilidade de experimentação efectiva em ciências sociais, realizam-se novas observações

ANÁLISE DE RESULTADOS / DESENHO DAS CONCLUSÕES

A HIPÓTESE É VERDADEIRA

A HIPÓTESE É FALSA OU PARCIALMENTE VERDADEIRA

RELATÓRIO DOS RESULTADOS

PENSE! TENTE NOVAMENTE

As ciências sociais não podem utilizar o método experimental... (porquê?), ficando condenadas à observação de novos dados para verificação das hipóteses.

Entre as técnicas de recolha de dados mais frequentemente utilizadas em Sociologia destacam-se os inquéritos por questionário, as entrevistas e as monografias.

Um estudo científico chegou à seguinte representação do bom aluno:

NOTA: Este estudo comparou opiniões de professores no início da carreira (IC) com colegas a meio da carreira (MC).
Fonte: http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/aps/v15n4/v15n4a03.pdf   Backup
1. Descreva as etapas do método científico.
2. Justifique a impossibilidade de utilização do método experimental nas ciências sociais.
3. “O método científico é um processo que não tem fim”. Comente.
4. Descreva as técnicas de recolha de dados mais frequentemente utilizadas em Sociologia.
5. Explicite as diferentes etapas da “Análise temática e categorial”.
6. Distinga uma atitude ideológica de uma atitude científica.
7. Distinga conhecimento científico de conhecimento vulgar.

Wiki para o G9

http://saberesfundamentais.wikispaces.com/



Núcleo Gerador: Saberes Fundamentais
Dimensões das Competências: Sociedade, Ciência
Domínios de Referência: DR2 – Contexto profissional
Elementos de Complexidade: Tipo I, II e III

Ser bom aluno, bora lá? - Representações sociais

Cada vez que conversamos, contamos anedotas, interagimos, utilizamos representações sociais. Não há tempo, nem paciência, nem necessidade, nem conhecimento para o debate científico, exceptuando alguns casos muito raros.
  • Diferença entre o Paraíso e o Inferno
    O Paraíso é aquele lugar onde o humor é britânico, os cozinheiros são franceses, os mecânicos são alemães, os amantes são portugueses e tudo é organizado pelos suíços.
    O Inferno é aquele lugar onde o humor é alemão, os cozinheiros são britânicos, os mecânicos são franceses, os amantes são suíços e tudo é organizado pelos portugueses...
A realidade acessível aos agentes resulta tanto da própria realidade quanto das representações sociais que têm da mesma. Estas podem ser definidas como modalidades de conhecimento prático, socialmente elaboradas e partilhadas. Constituem, simultaneamente, sistemas de interpretação e categorização do real e modelos ou guias de acção pelos quais os agentes se conduzem, dotando as suas acções de um sentido intentado. Por exemplo, no quotidiano escolar, é comum todos os agentes se entenderem em torno da lei de ouro do trabalho escolar: só uma alteração de atitudes, métodos de trabalho, etc., garantiriam melhores resultados (Neto, 2005:55). O actual Ministro da Educação mostrou numa entrevista que também pensa seguindo o esquema desta representação. Esta regra nunca foi demonstrada, mas é tacitamente aceite por todos. Quem não a aceitar arrisca-se a ser classificado como preguiçoso, ou pior ainda, como estúpido! A crescente diversidade cultural dos estudantes tem sido suficiente para demonstrar que mais trabalho nem sempre se traduz numa maior classificação, tendo forçado a criação de cursos onde a escala quantitativa diferenciadora de 0 a 20 foi substituída por uma escala qualitativa homogeneizadora. Observe-se que frequentemente quem escreve sobre a escola, e se propõe dar dicas aos estudantes, se fundamenta na sua experiência de vida como universo de referência. Leia-se a título de exemplo a entrevista concedida por Jorge Rio Cardoso ao Meia-Hora.
0. Aponta algumas das representações sociais utilizadas na anedota. Justifica a sua utilidade no diálogo quotidiano. 1. Identifique na entrevista expressões que permitam concluir que o autor defende a lei de ouro do trabalho escolar. 2. “Não há uma “regra de ouro” para se ser bom aluno: tudo depende das características de cada um”. Justifique a inexistência da referida “regra de ouro”, observando que o próprio conceito de "bom aluno" difere nas expectativas dos diferentes estratos sociais. 3. O lazer e o trabalho utilizam hoje as mesmas ferramentas. O autor entende que “talvez seja mais positivo tentar aproveitá-las como elementos de estudo”. 3.1. Justifique as dúvidas do autor. 3.2. Defenda a utilização educativa das referidas ferramentas. 4. O que consideramos importante depende em grande parte das nossas representações, designadamente (1) das concepções dominantes, (2) do senso comum, e (3) da experiência pessoal. 4.1. Identifique as áreas de política educativa consideradas importantes pelo autor. 4.2. Classifique as áreas indicadas pelo autor utilizando as categorias apresentadas no ponto 4. 5. “Há uma maioria preguiçosa entre o universo estudantil nacional”. 5.1. Justifique o ponto de vista do autor. 5.2. Atendendo a que os estudos superiores deixaram de garantir emprego, compare a motivação instrumental do ensino na geração do autor com a da geração do seu filho. 5.3. Mostre que estudar por prazer intelectual conduz a objectivos mais ambiciosos do que a procura do ensino por motivos instrumentais. 6. “Há que encarar o resto da vida com alegria...” 6.1.Justifique a atitude que muitos alunos que se fingem “preguiçosos” simplesmente para se subtraírem ao arbítrio dos julgamentos professorais, e afirmarem a sua vida para além da escola.
Núcleo Gerador: Saberes Fundamentais Dimensões das Competências: Social Domínios de Referência: DR1 – Contexto privado Elementos de Complexidade: Tipo I, II e III

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Conceito de Acção Social - Weber





 




O texto que a seguir se apresenta, constitui precisamente a abertura do livro Conceitos Sociológicos Fundamentais, de Max Weber.


1. Defina acção social.
2. Refira-se à atribuição de sentido às práticas individuais, como condição para o seu estudo pela Sociologia.
3. Explicite a que agente(s) se refere Weber.
4. Mostre através de exemplos, que os agentes estão sujeitos aos condicionalismos sociais, mas simultaneamente as suas acções despendem dos seus juízos e decisões.
5. Identifica grupos sociais que em função das características individuais dos elementos que os compõem te pareçam mais conformistas, (*) em função das seguintes variáveis:
a) género social (sexo);
b) idade;
c) habilitações escolares.
6. Observando a escola como um contexto de diversidade sociocultural, aplica o conceito de acção social explicando a generalização dos cursos EFA.
7. Refere-te desenvolvidamente a algum caso de integração no colectivo de indivíduos em situações de exclusão social ou alvo de discriminação por serem portadores de características específicas (ex: idosos, deficientes, ex-reclusos, toxicodependentes, etc.).
8. Utiliza o conceito de acção social para explicar o fenómeno do consumo em função das seguintes variáveis:
a) género social (sexo);
b) idade;
c) habilitações escolares.




Núcleo Gerador: Saberes Fundamentais
Dimensões das Competências: Social
Domínios de Referência: DR1 – Contexto privado
Elementos de Complexidade: Tipo I, II e III