Enciclopédia da Saúde (Min. Saúde) Desenvolve a informação utilizando linguagem comum.
Enciclopédia Ilustrada de Saúde Semelhante ao link anterior, mas brasileiro.
História do Serviço Nacional de Saúde
A partir de 1974 a política de saúde em Portugal sofreu modificações radicais, tendo surgido condições políticas e sociais que permitiram, em 1979, a criação do SNS, através do qual o Estado assegura o direito à saúde (promoção, prevenção e vigilância) a todos os cidadãos.
(...)
A partir de 2002 iniciou-se a privatização do SNS, começando a gerir os Hospitais como se estes fossem empresas...
O Plano Nacional de Saúde 2004-2010 é um documento estratégico com orientações para que as instituições do Ministério da Saúde, outros organismos da área da Saúde (públicos, privados e de solidariedade social) e de outros sectores de actividade, possam contribuir para a obtenção de ganhos em saúde e promover mais saúde para todos os portugueses.
Estilo de Vida e Prevenção de Doenças Cardiovasculares * Backup/Arquivo Apresentação de uma médica brasileira, que utilizando estatísticas internacionais identifica as Doenças CardioVasculares como principal causa de morte.
Na Fundação Portuguesa de Cardiologia aconselha a Actividade Física na Prevenção dos Acidentes Cardiovasculares e apresenta outras publicações interessantes.
1. Comente alguns aspectos do Plano Nacional de Saúde que considere pertinentes.
terça-feira, 9 de junho de 2009
terça-feira, 26 de maio de 2009
Referencial de Formação STC_3

Saúde – comportamentos e instituições
Resultados de Aprendizagem
- Adopta cuidados básicos de saúde em função de diferentes necessidades, situações e contextos de vida.
- Promove comportamentos saudáveis e medidas de segurança e prevenção de riscos, em contexto profissional.
- Reconhece diversas componentes científicas e técnicas na tomada de decisões racionais no campo da saúde, na sua interacção com elementos éticos e/ou políticos.
- Previne patologias, tomando em consideração a evolução das realidades sociais, científicas e tecnológicas.
Conteúdos
Modos psicológicos de relação com o corpo, quer nas rotinas de prevenção de riscos quer na resposta a crises originadas por doenças próprias ou de pessoas dependentes
Conceitos-chave: cognição, percepção, memória, aprendizagem, inteligência, sistema fisiológico, emoção, representação, apoio psicológico.
- A importância da cognição nos comportamentos relativamente ao corpo e às doenças, através dos processos de percepção, memória, aprendizagem e inteligência
- Perspectiva dos fundamentos biológicos do comportamento, em termos dos principais sistemas fisiológicos relacionados com o comportamento (nervoso, endócrino e imunitário), e da sua inter-relação
- Processos fundamentais da cognição social que medeiam a relação do indivíduo com os demais, em particular, nos contextos de saúde (relação com médico, enfermeiro, farmacêutico, etc.)
- Integração dos aspectos cognitivos e emocionais na representação que o indivíduo constrói sobre si mesmo e nos cuidados de saúde que desenvolve
- Importância do apoio psicológico a indivíduos em situação de doença,distinguindo características do apoio profissionalizado e do apoio fornecido por familiares ou amigos
Transformações históricas da forma como os indivíduos se representam e actuam sobre si mesmos e sobre terceiros, nos cuidados de higiene e saúde
Conceitos-chave: civilização, representação, antropocentrismo, ciência, democracia, controlo urbano, patologia, classe social.
- Diferentes representações do indivíduo, do corpo e da medicina, associadas a distintas cosmo-visões e matrizes civilizacionais
- A revolução das concepções cosmológicas ocorrida ao longo dos séculos XV e XVI: o novo enfoque no indivíduo (antropocentrismo) e a emergência da ciência moderna (matematização do real)
- Existência de um processo civilizacional que, progressivamente, tem tornado mais sofisticada a relação dos indivíduos com o corpo e os seus cuidados de higiene e saúde
- Generalização dos sistemas nacionais de saúde, nos séculos XIX-XX, enquanto requisito quer da democracia quer de controlo urbano
- Principais patologias em diferentes épocas históricas, relacionando-as com as condições sociais, de higiene e de saúde vigentes
- Diferenças e assimetrias actuais entre classes sociais na sua relação com o corpo, no acesso a cuidados de saúde e, assim, na sua vulnerabilidade a diversas patologias
Processos biológicos e fisiológicos que sustentam a vida
Conceitos-chave: organismo, sistema, célula, substância química, (des)equilíbrio, doença.
- Sistemas constituintes dos seres humanos (nervoso, circulatório, linfático, respiratório, digestivo, estrutura óssea)
- Da célula como unidade básica dos sistemas vivos à existência de diferentes tipos de células com funções específicas
- Interacção dos sistemas intrínsecos ao ser vivo com elementos extrínsecos, incluindo substâncias químicas, que intervêm em processos como a alimentação, a respiração, a medicação, etc.
- Conceito de equilíbrio de cada um dos sistemas constituintes e do ser vivo como um todo, diagnosticando e interpretando possíveis desequilíbrios
- Relação entre o aparecimento de novas doenças e os desequilíbrios dos sistemas no ser vivo, compreendendo as intervenções necessárias para a retoma do seu funcionamento normal
Conteúdos matemáticos para a adopção de cuidados básicos de saúde
Conceitos-chave: dose, proporção, concentração, variação, regulação, distribuição, disseminação, probabilidade, variável.
- O conceito de dose e sua adequação em função das característica do organismo (proporções)
- A medição dos níveis de concentração de substâncias no organismo e sua variação ao longo do tempo
- Quantidades de substância necessária para agir sobre os desequilíbrios do sistema e necessidade de regular os períodos de toma de medicamentos
- Distribuição e evolução, no tempo e no espaço, da disseminação de certas doenças numa população e num território
- Incidência (ou probabilidade) de uma doença sobre um determinado grupo ou população, em função das suas variáveis (genéticas, comportamentais, ambientais)
Áreas do Saber: Psicologia, Biologia, Química, História, Matemática.
terça-feira, 19 de maio de 2009
A esperança está nos fundos! - Para que serve a Europa?
Como poderá a Europa libertar-nos da pobreza?
Será o ciclo vicioso da pobreza? Os países menos desenvolvidos dispõem de menos recursos, e gastam muito menos em políticas sociais, deixando mais facilmente à margem da sociedade amplos estratos de idosos, doentes, deficientes, indiferenciados, desempregados... Menos recursos financeiros significam também menor possibilidade de qualidade de qualificação da sua mão-de-obra, que terá produtividade mais baixa. Como produzem menos tem menores possibilidades. Como se sai daqui?!
A Europa já nos ofereceu uma excelente oportunidade para quebrarmos este enguiço, através de generosos fundos estruturais que o país recebeu antes e depois da adesão à CEE (1986).
- Durante o cavaquismo (1985-1995) foi desperdiçado o imenso fluxo de capital injectado pelos fundos estruturais. Ainda que tenha deixado marcas positivas nas infra-estruturas e nas obras públicas, não mudou estruturalmente o país no sentido da modernidade. Isto é, permitiu certo desafogo momentâneo, mas não mudou nada essencial no que era necessário mudar: na educação, na qualificação profissional, na investigação científica, na melhoria duradoura e sustentada do Estado social. Pelo contrário, em todos estes domínios foi o fiasco, quando não a regressão. O cavaquismo terá sido uma década de ouro para os grandes interesses da construção civil e do imobiliário, para a banca e a especulação, para os grandes grupos financeiros, para os que enriqueceram fraudulentamente com os fundos estruturais, para a elite do regime que promiscuamente circulava (e circula) entre os negócios, as sinecuras e a administração pública - mas para a modernização económica social do país foi uma grande oportunidade perdida.
Fonte: Adaptado de http://bde.weblog.com.pt/arquivo/140029.html
José António Saraiva (2007:255) explica que os fundos europeus foram utilizados para financiar o consumo através do recurso a importações.

O modelo de "desenvolvimento" por facilitação do consumo terá como consequência a criação de hábitos consumistas e o endividamento das famílias portuguesas.
O processo de convergência de Portugal com a UE que então o PIB registou não tinha obviamente qualquer consistência. Mal ficou à vista a entrada na Zona Euro, iniciou-se o processo de divergência relativamente à União Europeia em 2000, com o PIB per capita a passar para 78,0% da média da UE-27, quando correspondia a 78,3% no ano anterior. De então para cá, exceptuando o valor estimado para 2005, Portugal tem-se afastado da média europeia todos os anos...

Fonte: GDP per capita in Purchasing Power Standards (PPS) (EU-27 = 100)
Lamentavelmente, o esforço não é valorizado pelos portugueses. O grande obreiro da adesão de Portugal à CEE afirmou: "É preciso continuar a sacar dinheiro à Europa" (Mário Soares, Público, 18 de Maio de 1999). Esta é certamente a afirmação que melhor sintetiza o sentimento dos portugueses relativamente à UE.
Esta "filosofia" do "nenhum esforço" foi transportada para o ensino. Como as crianças abandonavam a Escola sem ter concluído o 9º ano, inventaram-se as "Novas Oportunidades" - conclusão da escolaridade sem necessidade de fazer qualquer teste - que seriam posteriormente alargadas ao ensino secundário.

Fonte: The social situation in the European Union 2004 Link perdido
Nota: O Lower Secondary destina-se a crianças dos 11 aos 14 anos, idade com que terminam o 9º unificado a que será equivalente.
Um ensino onde se oferecem diplomas sem reforçar as qualificações dos indivíduos, sem dúvida que coloca Portugal mais próximo da União em termos dos indicadores estatísticos referentes às habilitações, mas só pode dificultar a convergência em termos de produtividade, porque reduz a transparência no mercado de trabalho.
Qual a posição de Portugal relativamente às despesas em políticas sociais? No fim da tabela na Europa dos 15, a meio na Europa dos 27.

Fonte: Total expenditure on social protection per head of population. PPS - EUROSTAT online
Somos o país da União Europeia com o rendimento pior distribuído, como se pode conferir pelos Coeficientes de Gini.
NOTA: Interpretação dos Coeficientes de Gini - Quanto maior for este coeficiente mais inequitativa é a repartição do rendimento. O valor observado em Portugal reflecte os baixos salários de que usufrui a generalidade da população, conjugados com rendimentos relativamente elevados de alguns privilegiados.

Fonte: Gini coefficient - EUROSTAT online
Somos um país em que a despesa pública em educação, relativamente ao PIB, é inferior à realizada por muitos países mais desenvolvidos, dos quais Portugal se vai afastando...

Fonte: Eurostat Yearbook 2008 - Education
Portugal é dos países onde mais indivíduos com 18 anos de idade abandonaram a escola. Sendo mais reduzidas as suas oportunidades de qualificação, será menor a mobilidade social na sociedade portuguesa.

Fonte: Eurostat Yearbook 2008 - Education
Mais jovens poderiam obter qualificação acrescida e menor dificuldade teríamos em encontrar profissionais nas estruturas intermédias se os cursos profissionais assumissem maior expressão. Como o trabalho é mal remunerado, todos anseiam pela entrada na Universidade frequentando os cursos da via ensino, engrossando posteriormente a taxa de desemprego.

Fonte: Estatísticas da Educação, GEPE.
O Governo corre maratonas populistas pelas "Novas Oportunidades", enquanto a maratona de fundo da qualificação vai esperando. Nesta, sem dúvida que seria importante que os cursos profissionais assumissem maior expressão, dotando a economia de mão-de-obra com formação intermédia.
A crise financeira é mais uma desculpa para aceitar a pobreza como fatalidade do destino português. Seria triste pertencer formalmente à zona mais rica do Mundo desde 1986, para continuar eternamente à porta em termos de bem-estar.
Cavaco Silva, economista, não foi responsabilizado pela oportunidade perdida que a UE nos ofereceu de atingir níveis superiores de bem-estar, e até foi premiado com a Presidência da República! Como se explica aos jovens que os políticos que ele designou "má moeda" são dignos de confiança e a integração do país na UE constitui uma das melhores garantias de prosperidade?
Terão os candidatos alguma ideia para libertar o país do ciclo vicioso da pobreza? Caso não apresentem qualquer utopia mobilizadora arriscam-se a ser tomados como os portugueses melhor colocados para sacar dinheiro da Europa.
Poderá a Europa corresponder aos sonhos dos jovens?
1. Conteste a argumentação apresentada neste post e apresente uma imagem favorável das "Novas Oportunidades".
2. Discuta a aparente inevitabilidade de condenação de Portugal como país periférico, considerando os seguintes aspectos: dimensão da economia; espírito de iniciativa dos empresários portugueses; ausência de um quadro normativo e moral favorável ao desenvolvimento; fragilidade das infra-estruturas; o reduzido investimento em inovação, investigação e desenvolvimento; a incapacidade do sistema judicial; o distanciamento do sistema político; outros factores que considere relevantes.
Núcleo Gerador: Relações Económicas
Dimensões das Competências: Sociedade e Tecnologia
Domínios de Referência: DR1/2/3/4 – Orçamento Familiar / Organogramas / Moeda / Relógio
Elementos de Complexidade: Tipo I, II e III
Dimensões das Competências: Sociedade e Tecnologia
Domínios de Referência: DR1/2/3/4 – Orçamento Familiar / Organogramas / Moeda / Relógio
Elementos de Complexidade: Tipo I, II e III
terça-feira, 5 de maio de 2009
Circuito Económico

1. Desenhe o circuito económico acrescentando mais algum detalhe.
2. Identifique os agentes económicos.
3. Defina agente económico.
4. Indique as funções dos agentes económicos.
5. Indique os recursos dos agentes económicos.
Núcleo Gerador: Relações Económicas
Dimensões das Competências: Sociedade e Tecnologia
Domínios de Referência: DR1/2/3/4 – Orçamento Familiar / Organogramas / Moeda / Relógio
Elementos de Complexidade: Tipo I, II e III
Dimensões das Competências: Sociedade e Tecnologia
Domínios de Referência: DR1/2/3/4 – Orçamento Familiar / Organogramas / Moeda / Relógio
Elementos de Complexidade: Tipo I, II e III
terça-feira, 14 de abril de 2009
Mercados de Bens e Serviços e de Factores Produtivos
A matéria teórica deste tópico foi apresentada nos recursos abaixo, do Blogue Economia:
Utiliza esse material para responder às seguintes questões:
1. Tu vais com um grupo de amigos ao café tomar o lanche. Depois de servidos, qual das seguintes alíneas NÃO explica porque vocês preferem pagar a conta?
a) O dono do café não os voltaria a servir, e espalharia pelas redondezas que eram um grupo de caloteiros no MERCADO, se não os “desmontasse” antes…
b) O dono do café chamaria a polícia para exercer a AUTORIDADE do Estado.
c) O grupo sabe que a melhor forma de evitar chatices é proceder de acordo com a TRADIÇÃO, pagando a conta.
d) O grupo cultiva a AMIZADE com os donos dos cafés, porque são os responsáveis pelos “espaços culturais” mais próximos.
2. O mercado estudado em Economia é:
a) Uma feira.
b) Um ponto onde interagem compradores e vendedores de um produto, determinando o seu preço e a quantidade transaccionada.
c) O cruzamento da curva da oferta com a curva da procura.
d) A relação da função oferta com a função procura.
3. Se os consumidores querem mais de um determinado bem, lutam por ele, oferecendo mais dinheiro pelo mesmo bem, subindo o preço. Deste modo:
a) A subida dos preços não terá qualquer efeito porque aumenta o custo de vida.
b) Os empresários sentirão um incentivo no sentido de produzir maior quantidade do bem cujo preço aumentou, porque pretendem maximizar os lucros.
c) A estratégia dos consumidores vai falhar, porque para conseguir maior quantidade de um determinado bem, basta pedir subsídios ao Estado.
d) A estratégia dos consumidores vai falhar, porque para conseguir maior quantidade de um determinado bem, basta dizer aos empresários.
4. “Não é da benevolência do padeiro, do talhante ou do cervejeiro que eu espero que saia o meu jantar, mas do empenho deles em promover seu próprio auto-interesse”.
Esta expressão é de:
a) Adam Smith.
b) Ricardo.
c) Samuelson.
d) César das Neves.
5. “Mais de 95 % de nós dão gorjeta aos empregados dos restaurantes, portanto deve haver mais do que pura Economia em jogo”.
Esta expressão é de:
a) Adam Smith.
b) Ricardo.
c) Samuelson.
d) Thomas Gilovich.
6. Quando cada um produz aquilo que melhor sabe fazer e troca por aquilo que mais gosta, em dadas circunstâncias, o mercado conduz-nos a uma situação mais racional e a maior bem-estar. Chamamos a este resultado:
a) Desenvolvimento.
b) Crescimento.
c) Eficiência.
d) Eficácia.
7. O valor da produção avaliado a preços de mercado é idêntico à despesa, porque:
a) Corresponde aos bens disponíveis para as famílias, avaliados aos preços a que estas os compram.
b) Os economistas definiram que a despesa seria igual à produção.
c) Esta identidade decorre das regras contabilísticas.
d) Outra razão.
8. Os factores produtivos são:
a) As rendas, os juros e os lucros.
b) Os salários, as rendas, os juros e os lucros.
c) O trabalho e o capital.
d) A natureza, as instalações fabris e o dinheiro.
9. Indica a alínea que NÃO corresponde a falha do mercado livre:
a) Uma empresa ser monopolista.
b) Uma empresa beneficiar da atenção do ministro.
c) Uma empresa produzir melhor e mais barato, obtendo a preferência dos consumidores.
d) Pagar demasiado por ignorar outro ponto de venda onde o produto se encontra mais barato.
10. O mercado pode perpetuar situações de pobreza e opulência, se estas já se verificarem devido a dados políticos, culturais, sociais, etc.
Esta afirmação é:
a) Verdadeira.
b) Falsa.
c) Duvidosa.
d) Outra. ______________________________________________________
11. O volume da procura é:
a) A quantidade que os consumidores compram.
b) A quantidade que os consumidores desejam comprar.
c) A quantidade adquirida ou quantidade realmente comprada e vendida.
d) A quantidade que os produtores desejam vender.
12. O volume da procura é um fluxo:
a) Porque nunca compramos tudo de uma vez.
b) Porque as compras de uma semana são sensivelmente semelhantes às da semana seguinte.
c) Não corresponde a uma compra isolada, mas a um contínuo de compras que exprimimos em função do tempo, por exemplo, por semana, por mês ou por ano.
d) Qualquer das respostas acima.
13. O volume da procura varia em função:
a) Do preço do respectivo bem, do rendimento familiar, dos preços dos outros bens e dos gostos dos consumidores.
b) Da oferta e da procura.
c) Da escassez e da utilidade dos bens.
d) Do preço do respectivo bem, do rendimento familiar, dos preços dos outros bens, dos gostos dos consumidores e do nível de desenvolvimento da tecnologia.
14. Qual das seguintes afirmações é falsa?
a) A curva da procura estabelece a relação entre o preço do bem e o respectivo volume da procura. Obteve-se a partir função procura, supondo todas as variáveis explicativas constantes, à excepção do preço do respectivo bem.
b) A curva da procura tem inclinação decrescente porque o volume da procura aumenta (diminui) quando os preços baixam (sobem).
c) Uma variação do preço do bem provoca uma deslocação ao longo da curva, que designamos por variação da procura. Se houver alguma alteração do rendimento familiar, dos preços dos outros bens ou dos gostos dos consumidores, estaremos perante a deslocação da própria curva: aumento da procura ou redução da procura.
d) O litro de água comprado num restaurante é mais caro que o litro da gasolina num posto de abastecimento porque a água é um bem escasso.
15. O volume da oferta depende:
a) Do volume da procura.
b) Do preço do bem em causa, dos preços dos outros produtos, do custo dos factores produtivos, do desenvolvimento tecnológico e dos objectivos das empresas.
c) Do preço do bem em causa, dos preços dos outros produtos, do custo dos factores produtivos, do desenvolvimento tecnológico, dos objectivos das empresas, do rendimento e dos gostos dos consumidores.
d) Da interacção com a procura em cada mercado, que irá determinar o volume da oferta.
16. Se aumentar o preço dos outros produtos, o que sucede à oferta do bem n?
a) A oferta do bem n baixa porque a produção dos outros bens se tornou mais atractiva.
b) A oferta do bem n aumenta porque aumentou o preço dos outros produtos.
c) A oferta do bem n não pode variar com o preço dos outros produtos.
d) A oferta do bem n vai aumentar, porque os consumidores deixam de comprar outros produtos, cujo preço aumentou.
17. O aumento do custo dos factores produtivos (trabalho e capital) torna mais caros os produtos nos sectores de actividade que utilizam mais intensivamente o factor produtivo que sofreu o agravamento.
Exemplo disso é:
a) O aumento do IVA provoca um aumento generalizado dos preços.
b) Curiosamente, quando o IVA desce verifica-se um certo atrito, e os preços não descem como era suposto.
c) Aumentando o preço do petróleo, começam por aumentar os custos dos transportes, públicos ou privados, mais dependentes deste input. Só mais tarde este aumento se repercute sobre a generalidade dos sectores da actividade económica, pois todos os bens necessitam da actividade transportadora.
d) Todas as alíneas acima.
18. O progresso tecnológico traduz-se:
a) Num aumento da procura provocado pela maior acessibilidade dos bens.
b) Num aumento da oferta, visto que o progresso tecnológico resultou numa redução dos custos de produção, que tornou o produto mais lucrativo, incentivando os produtores a aumentarem a sua oferta.
c) Redução da oferta porque em resultado do progresso tecnológico não é preciso produzir tantos bens.
d) Aumento da procura porque a própria oferta a custos mais baixos cria maior procura.
19. Variação da oferta é:
a) Um aumento ou redução da oferta.
b) Uma deslocação ao longo da curva da oferta, para um novo volume da oferta em resposta a uma alteração do preço do bem.
c) O mesmo que aumento ou redução da oferta, mas pensando apenas no curto prazo.
d) O mesmo que aumento ou redução da oferta, excluindo os factores monetários.
20. Qual das seguintes leis da oferta e da procura está errada:
a) Um aumento da procura de um produto (isto é, uma deslocação da curva da procura para a direita) origina a elevação tanto do preço de equilíbrio como da quantidade de equilíbrio das compras e vendas.
b) A diminuição da procura de um produto (isto é, a deslocação da curva da procura para a esquerda) origina um abaixamento tanto do preço de equilíbrio como da quantidade de equilíbrio das compras e vendas.
c) Um aumento da oferta de um produto (isto é, uma deslocação da curva da oferta para a direita) origina a descida do preço de equilíbrio e o aumento da quantidade de equilíbrio das compras e vendas.
d) A diminuição da oferta (isto é, uma deslocação da curva da oferta para a esquerda) causa a descida do preço de equilíbrio e o aumento da quantidade de equilíbrio das compras e vendas.
21. Acima do preço de equilíbrio verifica-se:
a) Um excesso da oferta.
b) Um excesso da procura.
c) Que o volume da procura é maior que o volume da oferta.
d) Nenhuma das alíneas anteriores.
22. Os preços baixam quando há excesso da oferta, porque:
a) Os produtores para se desfazerem de produtos que têm dificuldade em vender, baixam os preços.
b) Os consumidores sabem que mesmo oferecendo preços mais baixos conseguem adquirir o produto.
c) Ambas as alíneas acima.
d) Nenhuma das alíneas anteriores.
23. Os preços sobem quando há excesso da procura, porque:
a) Os consumidores para tentarem adquirir a escassa quantidade disponível no mercado sentem-se forçados a oferecer preços mais elevados.
b) Os produtores sabem que enquanto a oferta for insuficiente para satisfazer a procura, poderão continuar a pedir preços mais elevados.
c) Ambas as alíneas acima.
d) Nenhuma das alíneas anteriores.
24. O preço de equilíbrio é o único onde:
a) A oferta e a procura conseguem manter-se estáveis.
b) Se verifica um compromisso legitimamente aceite no mercado entre compradores e vendedores.
c) Ambas as alíneas acima.
d) O volume da oferta é igual ao volume da procura.
25. A elasticidade procura-preço mede a sensibilidade do volume da procura a:
a) Variações dos preços.
b) Variações do rendimento.
c) Variações dos gostos consumidores.
d) Variações da oferta.
26. A procura pode variar muito (ser elástica) em resposta a variações de preços. Nesse caso encontram-se os bens:
a) De luxo.
b) De primeira necessidade.
c) Complementares.
d) Sucedâneos.
27. Relacionando a variação percentual da procura de um bem com a variação percentual do preço de outro calcula-se a elasticidade cruzada. Se esta for negativa os bens são:
a) De luxo.
b) De primeira necessidade.
c) Complementares.
d) Sucedâneos.
28. Relacionando a variação percentual da procura com a variação percentual do rendimento, calcula-se a elasticidade procura-rendimento. O seu valor é positivo no caso dos bens:
a) Normais.
b) Inferiores.
c) Independentes.
d) De luxo.
29. Em concorrência perfeita, qual das seguintes hipóteses NÃO é admitida:
a) As empresas vendem um produto padronizado (homogéneo ou indiferenciado).
b) As empresas são aceitantes de preços, isto é, nenhuma tem poder para os influenciar.
c) Os factores de produção são perfeitamente variáveis a longo prazo.
d) As empresas e os consumidores não têm informação perfeita.
30. A concorrência perfeita distingue-se da concorrência monopolística:
a) Pelo número de compradores.
b) Pelo número de vendedores.
c) Pela diferenciação do produto.
d) Pela transparência da informação.
31. Em concorrência monopolística se a empresa subir o preço, diminuirá os negócios em benefício dos seus concorrentes; não perderá, porém, todos os seus clientes só porque o seu preço é mais elevado que o deles.
Esta afirmação é verdadeira porque:
a) Intervêm factores psicológicos associados às marcas, que fidelizam os consumidores.
b) Como os produtos são diferenciados, isso significa que serão vendidos a preços diferentes.
c) É que a diferenciação do produto em relação aos concorrentes fará com que algumas pessoas o prefiram aos outros, apesar do seu preço um pouco mais alto.
d) Todas as alíneas acima são verdadeiras.
32. Em concorrência perfeita as empresas enfrentam uma curva da procura que corresponde graficamente a uma linha horizontal. Isto sucede porque:
a) O preço praticado por todas as empresas é igual.
b) Dada a sua reduzida dimensão conseguem vender toda a produção ao preço estabelecido no mercado, mas se aumentarem o preço um cêntimo deixam vender, porque os consumidores irão optar por outros vendedores.
c) Porque o preço estabelecido no mercado é que é justo.
d) Qualquer das alíneas acima.
33. Ao debruçar-se sobre o trabalho, a Economia toma (1) a pessoa humana não só como objectivo mas como (2) meio para esse objectivo, porque:
a) A Economia explica o comportamento das pessoas.
b) A Economia procura explicar o comportamento dos agentes económicos. Para uma empresa decidir se deve empregar mais pessoas, será crucial a comparação do salário adicional a pagar com a melhoria dos seus resultados financeiros.
c) As pessoas têm como objectivo aumentar o seu bem-estar, oferecendo-se para trabalhar. A Economia estuda o comportamento dos consumidores e dos trabalhadores em simultâneo.
d) Todas as alíneas acima são verdadeiras.
34. Uma máquina parada tem muito menos consequências que uma pessoa desocupada, porque:
a) As pessoas podem ser mal-educadas.
b) Há pessoas que não sabem enfrentar dificuldades.
c) O desemprego não se pode reduzir a uma análise economicista, porque tem efeitos psicológicos, sociais, culturais, etc.
e) Nenhumas das alíneas acima são verdadeiras.
35. As determinantes da oferta potencial de trabalho são:
a) A dimensão da população activa, a taxa de natalidade, a taxa de mortalidade, o saldo migratório e o serviço militar.
b) O nível de desemprego e o horário de trabalho.
c) A dimensão da população activa, a taxa de natalidade, a taxa de mortalidade, o saldo migratório, o serviço militar, o nível de desemprego e o horário de trabalho.
d) Outras variáveis: ___________________________________________________
36. A níveis relativamente baixos dos salários a curva da oferta de trabalho é crescente, porque:
a) O agente estará disposto a sacrificar mais uma hora de lazer, pois o rendimento acrescido do trabalho permite-lhe alcançar um maior bem-estar.
b) O agente não estará disposto a sacrificar mais uma hora de lazer, pois o rendimento acrescido do trabalho não lhe permite alcançar um maior bem-estar.
c) Quanto mais se trabalha, mais se recebe.
d) Quanto mais se trabalha, menos tempo se tem.
37. A níveis de salários elevados, se o salário aumenta o agente consegue o mesmo rendimento - já mais que suficiente para o que consegue gastar em lazer - com menor esforço, e por isso decide trabalhar menos. Portanto a curva da oferta de trabalho será:
a) Crescente.
b) Decrescente.
c) Uma recta horizontal.
d) Uma recta vertical.
38. Se todos os empregos e todas as pessoas fossem iguais num mercado concorrencial puro, então os salários também seriam iguais. Perante as nítidas diferenças salariais entre sectores de actividade e indivíduos Samuelson viu-se forçado a analisar:
a) A concorrência imperfeita nos mercados de trabalho.
b) A origem da diferenciação dos rendimentos.
c) Os níveis de salários em diversos países.
d) A história da repartição do rendimento nos Estados Unidos.
39. Os mineiros têm de ser melhor remunerados devido ao risco de descer ao subsolo. Para a generalidade dos indivíduos, capazes de explorar uma mina e ser seguranças da mina, mesmo que na primeira profissão pudessem ganhar mais, preferiram exercer a segunda. Esta escolha não é irracional, apenas evidencia:
a) Que os indivíduos escolhem as profissões cujo trabalho exige menos esforço.
b) Um diferencial de compensação que reflecte as diferenças não monetárias entre as profissões. Evidentemente que é muito mais cómodo ser segurança ;)
c) Ser mineiro oferece um estatuto superior a ser segurança.
d) Ser mineiro oferece um estatuto inferior a ser segurança.
40. Um factor importante na justificação das diferenças salariais é:
a) A idade dos indivíduos.
b) O género (masculino/feminino).
c) A qualificação do trabalho.
d) Nenhuma das alíneas anteriores.
41. Entende-se por capital humano:
a) O nível das habilitações académicas.
b) A experiência acumulada ao longo da vida.
c) O conjunto de capacidades e de conhecimentos úteis e com valor acumulado adquiridos pelas pessoas ao longo da sua vida, embora classicamente se destaquem o processo educativo e a formação profissional.
d) Qualquer das alíneas anteriores.
42. Geralmente o nível de rendimento sobe com:
a) O nível das habilitações académicas.
b) Os anos de experiência.
c) Ambas as alíneas anteriores.
d) Nenhuma das alíneas anteriores.
43. A principal razão para uma grande disparidade nos níveis salariais é que os mercados de trabalho são segmentados em grupos não concorrentes.
Esta frase é particularmente verdadeira quando nos referimos ao grupo de pessoal:
a) Indiferenciado.
b) Intermédio.
c) Qualificado.
d) Acontece o mesmo para qualquer dos grupos.
44. A educação é um factor de mobilidade do trabalho, porque:
a) Proporciona o reconhecimento das pessoas através de graus académicos.
b) Desenvolve o espírito crítico e a segurança de cada um nas suas competências.
c) Prepara os indivíduos, proporcionando-lhes novas oportunidades.
d) É mais difícil encontrar emprego quando se tem formação superior.
45. Acima do nível salarial de equilíbrio, a oferta de emprego é maior que a procura. Esse excesso de pessoas que pretende emprego mas não encontra (desempregados) apenas porque o nível de salários está acima do nível de equilíbrio, designa-se:
a) Excesso da oferta de trabalho.
b) Excesso da procura de trabalho.
c) Desempregados.
d) Desemprego clássico.
46. Segundo Samuelson, a acção dos sindicatos para a generalidade dos trabalhares acaba por traduzir-se:
a) No aumento dos salários reais.
b) Na redução dos salários reais.
c) Na manutenção dos salários reais.
d) Nenhuma das alíneas anteriores.
47. O salário real designa:
a) O salário recebido após o pagamento de impostos, contribuições e descontos.
b) O conjunto de bens que é possível adquirir com o salário nominal.
c) O valor do salário expresso em dólares, para oferecer uma noção mais realista de quanto vale.
d) Outra: ___________________________________________________________
48. O efeito tendencial da acção dos sindicatos sobre os salários conduz:
a) À sua redução na sequência de uma espiral inflacionista.
b) A elevados ganhos do poder de compra da população em resultado da sua força reivindicativa.
c) A uma subida dos salários no sector sindicalizado comparativamente com o sector não sindicalizado.
d) Nenhuma das alíneas acima.
49. O efeito tendencial da acção dos sindicatos sobre o nível de emprego é:
a) O aumento do número de postos de trabalho em resultado da sua força reivindicativa.
b) A redução do nível de emprego no conjunto da economia.
c) Aceitando salários mais baixos, aumentará o nível de emprego no sector não sindicalizado para compensar a redução do nível de emprego no sector sindicalizado.
d) Nenhuma das alíneas acima.
50. A “sorte favorece a mente preparada”.
Esta expressão refere-se a um contexto onde:
a) Os Matemáticos estão melhor preparados para jogos de sorte e azar.
b) Mudando as tecnologias cada vez mais rapidamente, a educação prepara as pessoas para compreender e ganhar com as novas circunstâncias.
c) O trabalhador com sorte está mentalizado para mudar frequentemente de emprego.
d) Empresários com sorte encontram-se preparados para correr maiores riscos.
Recursos
Utiliza esse material para responder às seguintes questões:
1. Tu vais com um grupo de amigos ao café tomar o lanche. Depois de servidos, qual das seguintes alíneas NÃO explica porque vocês preferem pagar a conta?
a) O dono do café não os voltaria a servir, e espalharia pelas redondezas que eram um grupo de caloteiros no MERCADO, se não os “desmontasse” antes…
b) O dono do café chamaria a polícia para exercer a AUTORIDADE do Estado.
c) O grupo sabe que a melhor forma de evitar chatices é proceder de acordo com a TRADIÇÃO, pagando a conta.
d) O grupo cultiva a AMIZADE com os donos dos cafés, porque são os responsáveis pelos “espaços culturais” mais próximos.
2. O mercado estudado em Economia é:
a) Uma feira.
b) Um ponto onde interagem compradores e vendedores de um produto, determinando o seu preço e a quantidade transaccionada.
c) O cruzamento da curva da oferta com a curva da procura.
d) A relação da função oferta com a função procura.
3. Se os consumidores querem mais de um determinado bem, lutam por ele, oferecendo mais dinheiro pelo mesmo bem, subindo o preço. Deste modo:
a) A subida dos preços não terá qualquer efeito porque aumenta o custo de vida.
b) Os empresários sentirão um incentivo no sentido de produzir maior quantidade do bem cujo preço aumentou, porque pretendem maximizar os lucros.
c) A estratégia dos consumidores vai falhar, porque para conseguir maior quantidade de um determinado bem, basta pedir subsídios ao Estado.
d) A estratégia dos consumidores vai falhar, porque para conseguir maior quantidade de um determinado bem, basta dizer aos empresários.
4. “Não é da benevolência do padeiro, do talhante ou do cervejeiro que eu espero que saia o meu jantar, mas do empenho deles em promover seu próprio auto-interesse”.
Esta expressão é de:
a) Adam Smith.
b) Ricardo.
c) Samuelson.
d) César das Neves.
5. “Mais de 95 % de nós dão gorjeta aos empregados dos restaurantes, portanto deve haver mais do que pura Economia em jogo”.
Esta expressão é de:
a) Adam Smith.
b) Ricardo.
c) Samuelson.
d) Thomas Gilovich.
6. Quando cada um produz aquilo que melhor sabe fazer e troca por aquilo que mais gosta, em dadas circunstâncias, o mercado conduz-nos a uma situação mais racional e a maior bem-estar. Chamamos a este resultado:
a) Desenvolvimento.
b) Crescimento.
c) Eficiência.
d) Eficácia.
7. O valor da produção avaliado a preços de mercado é idêntico à despesa, porque:
a) Corresponde aos bens disponíveis para as famílias, avaliados aos preços a que estas os compram.
b) Os economistas definiram que a despesa seria igual à produção.
c) Esta identidade decorre das regras contabilísticas.
d) Outra razão.
8. Os factores produtivos são:
a) As rendas, os juros e os lucros.
b) Os salários, as rendas, os juros e os lucros.
c) O trabalho e o capital.
d) A natureza, as instalações fabris e o dinheiro.
9. Indica a alínea que NÃO corresponde a falha do mercado livre:
a) Uma empresa ser monopolista.
b) Uma empresa beneficiar da atenção do ministro.
c) Uma empresa produzir melhor e mais barato, obtendo a preferência dos consumidores.
d) Pagar demasiado por ignorar outro ponto de venda onde o produto se encontra mais barato.
10. O mercado pode perpetuar situações de pobreza e opulência, se estas já se verificarem devido a dados políticos, culturais, sociais, etc.
Esta afirmação é:
a) Verdadeira.
b) Falsa.
c) Duvidosa.
d) Outra. ______________________________________________________
11. O volume da procura é:
a) A quantidade que os consumidores compram.
b) A quantidade que os consumidores desejam comprar.
c) A quantidade adquirida ou quantidade realmente comprada e vendida.
d) A quantidade que os produtores desejam vender.
12. O volume da procura é um fluxo:
a) Porque nunca compramos tudo de uma vez.
b) Porque as compras de uma semana são sensivelmente semelhantes às da semana seguinte.
c) Não corresponde a uma compra isolada, mas a um contínuo de compras que exprimimos em função do tempo, por exemplo, por semana, por mês ou por ano.
d) Qualquer das respostas acima.
13. O volume da procura varia em função:
a) Do preço do respectivo bem, do rendimento familiar, dos preços dos outros bens e dos gostos dos consumidores.
b) Da oferta e da procura.
c) Da escassez e da utilidade dos bens.
d) Do preço do respectivo bem, do rendimento familiar, dos preços dos outros bens, dos gostos dos consumidores e do nível de desenvolvimento da tecnologia.
14. Qual das seguintes afirmações é falsa?
a) A curva da procura estabelece a relação entre o preço do bem e o respectivo volume da procura. Obteve-se a partir função procura, supondo todas as variáveis explicativas constantes, à excepção do preço do respectivo bem.
b) A curva da procura tem inclinação decrescente porque o volume da procura aumenta (diminui) quando os preços baixam (sobem).
c) Uma variação do preço do bem provoca uma deslocação ao longo da curva, que designamos por variação da procura. Se houver alguma alteração do rendimento familiar, dos preços dos outros bens ou dos gostos dos consumidores, estaremos perante a deslocação da própria curva: aumento da procura ou redução da procura.
d) O litro de água comprado num restaurante é mais caro que o litro da gasolina num posto de abastecimento porque a água é um bem escasso.
15. O volume da oferta depende:
a) Do volume da procura.
b) Do preço do bem em causa, dos preços dos outros produtos, do custo dos factores produtivos, do desenvolvimento tecnológico e dos objectivos das empresas.
c) Do preço do bem em causa, dos preços dos outros produtos, do custo dos factores produtivos, do desenvolvimento tecnológico, dos objectivos das empresas, do rendimento e dos gostos dos consumidores.
d) Da interacção com a procura em cada mercado, que irá determinar o volume da oferta.
16. Se aumentar o preço dos outros produtos, o que sucede à oferta do bem n?
a) A oferta do bem n baixa porque a produção dos outros bens se tornou mais atractiva.
b) A oferta do bem n aumenta porque aumentou o preço dos outros produtos.
c) A oferta do bem n não pode variar com o preço dos outros produtos.
d) A oferta do bem n vai aumentar, porque os consumidores deixam de comprar outros produtos, cujo preço aumentou.
17. O aumento do custo dos factores produtivos (trabalho e capital) torna mais caros os produtos nos sectores de actividade que utilizam mais intensivamente o factor produtivo que sofreu o agravamento.
Exemplo disso é:
a) O aumento do IVA provoca um aumento generalizado dos preços.
b) Curiosamente, quando o IVA desce verifica-se um certo atrito, e os preços não descem como era suposto.
c) Aumentando o preço do petróleo, começam por aumentar os custos dos transportes, públicos ou privados, mais dependentes deste input. Só mais tarde este aumento se repercute sobre a generalidade dos sectores da actividade económica, pois todos os bens necessitam da actividade transportadora.
d) Todas as alíneas acima.
18. O progresso tecnológico traduz-se:
a) Num aumento da procura provocado pela maior acessibilidade dos bens.
b) Num aumento da oferta, visto que o progresso tecnológico resultou numa redução dos custos de produção, que tornou o produto mais lucrativo, incentivando os produtores a aumentarem a sua oferta.
c) Redução da oferta porque em resultado do progresso tecnológico não é preciso produzir tantos bens.
d) Aumento da procura porque a própria oferta a custos mais baixos cria maior procura.
19. Variação da oferta é:
a) Um aumento ou redução da oferta.
b) Uma deslocação ao longo da curva da oferta, para um novo volume da oferta em resposta a uma alteração do preço do bem.
c) O mesmo que aumento ou redução da oferta, mas pensando apenas no curto prazo.
d) O mesmo que aumento ou redução da oferta, excluindo os factores monetários.
20. Qual das seguintes leis da oferta e da procura está errada:
a) Um aumento da procura de um produto (isto é, uma deslocação da curva da procura para a direita) origina a elevação tanto do preço de equilíbrio como da quantidade de equilíbrio das compras e vendas.
b) A diminuição da procura de um produto (isto é, a deslocação da curva da procura para a esquerda) origina um abaixamento tanto do preço de equilíbrio como da quantidade de equilíbrio das compras e vendas.
c) Um aumento da oferta de um produto (isto é, uma deslocação da curva da oferta para a direita) origina a descida do preço de equilíbrio e o aumento da quantidade de equilíbrio das compras e vendas.
d) A diminuição da oferta (isto é, uma deslocação da curva da oferta para a esquerda) causa a descida do preço de equilíbrio e o aumento da quantidade de equilíbrio das compras e vendas.
21. Acima do preço de equilíbrio verifica-se:
a) Um excesso da oferta.
b) Um excesso da procura.
c) Que o volume da procura é maior que o volume da oferta.
d) Nenhuma das alíneas anteriores.
22. Os preços baixam quando há excesso da oferta, porque:
a) Os produtores para se desfazerem de produtos que têm dificuldade em vender, baixam os preços.
b) Os consumidores sabem que mesmo oferecendo preços mais baixos conseguem adquirir o produto.
c) Ambas as alíneas acima.
d) Nenhuma das alíneas anteriores.
23. Os preços sobem quando há excesso da procura, porque:
a) Os consumidores para tentarem adquirir a escassa quantidade disponível no mercado sentem-se forçados a oferecer preços mais elevados.
b) Os produtores sabem que enquanto a oferta for insuficiente para satisfazer a procura, poderão continuar a pedir preços mais elevados.
c) Ambas as alíneas acima.
d) Nenhuma das alíneas anteriores.
24. O preço de equilíbrio é o único onde:
a) A oferta e a procura conseguem manter-se estáveis.
b) Se verifica um compromisso legitimamente aceite no mercado entre compradores e vendedores.
c) Ambas as alíneas acima.
d) O volume da oferta é igual ao volume da procura.
25. A elasticidade procura-preço mede a sensibilidade do volume da procura a:
a) Variações dos preços.
b) Variações do rendimento.
c) Variações dos gostos consumidores.
d) Variações da oferta.
26. A procura pode variar muito (ser elástica) em resposta a variações de preços. Nesse caso encontram-se os bens:
a) De luxo.
b) De primeira necessidade.
c) Complementares.
d) Sucedâneos.
27. Relacionando a variação percentual da procura de um bem com a variação percentual do preço de outro calcula-se a elasticidade cruzada. Se esta for negativa os bens são:
a) De luxo.
b) De primeira necessidade.
c) Complementares.
d) Sucedâneos.
28. Relacionando a variação percentual da procura com a variação percentual do rendimento, calcula-se a elasticidade procura-rendimento. O seu valor é positivo no caso dos bens:
a) Normais.
b) Inferiores.
c) Independentes.
d) De luxo.
29. Em concorrência perfeita, qual das seguintes hipóteses NÃO é admitida:
a) As empresas vendem um produto padronizado (homogéneo ou indiferenciado).
b) As empresas são aceitantes de preços, isto é, nenhuma tem poder para os influenciar.
c) Os factores de produção são perfeitamente variáveis a longo prazo.
d) As empresas e os consumidores não têm informação perfeita.
30. A concorrência perfeita distingue-se da concorrência monopolística:
a) Pelo número de compradores.
b) Pelo número de vendedores.
c) Pela diferenciação do produto.
d) Pela transparência da informação.
31. Em concorrência monopolística se a empresa subir o preço, diminuirá os negócios em benefício dos seus concorrentes; não perderá, porém, todos os seus clientes só porque o seu preço é mais elevado que o deles.
Esta afirmação é verdadeira porque:
a) Intervêm factores psicológicos associados às marcas, que fidelizam os consumidores.
b) Como os produtos são diferenciados, isso significa que serão vendidos a preços diferentes.
c) É que a diferenciação do produto em relação aos concorrentes fará com que algumas pessoas o prefiram aos outros, apesar do seu preço um pouco mais alto.
d) Todas as alíneas acima são verdadeiras.
32. Em concorrência perfeita as empresas enfrentam uma curva da procura que corresponde graficamente a uma linha horizontal. Isto sucede porque:
a) O preço praticado por todas as empresas é igual.
b) Dada a sua reduzida dimensão conseguem vender toda a produção ao preço estabelecido no mercado, mas se aumentarem o preço um cêntimo deixam vender, porque os consumidores irão optar por outros vendedores.
c) Porque o preço estabelecido no mercado é que é justo.
d) Qualquer das alíneas acima.
33. Ao debruçar-se sobre o trabalho, a Economia toma (1) a pessoa humana não só como objectivo mas como (2) meio para esse objectivo, porque:
a) A Economia explica o comportamento das pessoas.
b) A Economia procura explicar o comportamento dos agentes económicos. Para uma empresa decidir se deve empregar mais pessoas, será crucial a comparação do salário adicional a pagar com a melhoria dos seus resultados financeiros.
c) As pessoas têm como objectivo aumentar o seu bem-estar, oferecendo-se para trabalhar. A Economia estuda o comportamento dos consumidores e dos trabalhadores em simultâneo.
d) Todas as alíneas acima são verdadeiras.
34. Uma máquina parada tem muito menos consequências que uma pessoa desocupada, porque:
a) As pessoas podem ser mal-educadas.
b) Há pessoas que não sabem enfrentar dificuldades.
c) O desemprego não se pode reduzir a uma análise economicista, porque tem efeitos psicológicos, sociais, culturais, etc.
e) Nenhumas das alíneas acima são verdadeiras.
35. As determinantes da oferta potencial de trabalho são:
a) A dimensão da população activa, a taxa de natalidade, a taxa de mortalidade, o saldo migratório e o serviço militar.
b) O nível de desemprego e o horário de trabalho.
c) A dimensão da população activa, a taxa de natalidade, a taxa de mortalidade, o saldo migratório, o serviço militar, o nível de desemprego e o horário de trabalho.
d) Outras variáveis: ___________________________________________________
36. A níveis relativamente baixos dos salários a curva da oferta de trabalho é crescente, porque:
a) O agente estará disposto a sacrificar mais uma hora de lazer, pois o rendimento acrescido do trabalho permite-lhe alcançar um maior bem-estar.
b) O agente não estará disposto a sacrificar mais uma hora de lazer, pois o rendimento acrescido do trabalho não lhe permite alcançar um maior bem-estar.
c) Quanto mais se trabalha, mais se recebe.
d) Quanto mais se trabalha, menos tempo se tem.
37. A níveis de salários elevados, se o salário aumenta o agente consegue o mesmo rendimento - já mais que suficiente para o que consegue gastar em lazer - com menor esforço, e por isso decide trabalhar menos. Portanto a curva da oferta de trabalho será:
a) Crescente.
b) Decrescente.
c) Uma recta horizontal.
d) Uma recta vertical.
38. Se todos os empregos e todas as pessoas fossem iguais num mercado concorrencial puro, então os salários também seriam iguais. Perante as nítidas diferenças salariais entre sectores de actividade e indivíduos Samuelson viu-se forçado a analisar:
a) A concorrência imperfeita nos mercados de trabalho.
b) A origem da diferenciação dos rendimentos.
c) Os níveis de salários em diversos países.
d) A história da repartição do rendimento nos Estados Unidos.
39. Os mineiros têm de ser melhor remunerados devido ao risco de descer ao subsolo. Para a generalidade dos indivíduos, capazes de explorar uma mina e ser seguranças da mina, mesmo que na primeira profissão pudessem ganhar mais, preferiram exercer a segunda. Esta escolha não é irracional, apenas evidencia:
a) Que os indivíduos escolhem as profissões cujo trabalho exige menos esforço.
b) Um diferencial de compensação que reflecte as diferenças não monetárias entre as profissões. Evidentemente que é muito mais cómodo ser segurança ;)
c) Ser mineiro oferece um estatuto superior a ser segurança.
d) Ser mineiro oferece um estatuto inferior a ser segurança.
40. Um factor importante na justificação das diferenças salariais é:
a) A idade dos indivíduos.
b) O género (masculino/feminino).
c) A qualificação do trabalho.
d) Nenhuma das alíneas anteriores.
41. Entende-se por capital humano:
a) O nível das habilitações académicas.
b) A experiência acumulada ao longo da vida.
c) O conjunto de capacidades e de conhecimentos úteis e com valor acumulado adquiridos pelas pessoas ao longo da sua vida, embora classicamente se destaquem o processo educativo e a formação profissional.
d) Qualquer das alíneas anteriores.
42. Geralmente o nível de rendimento sobe com:
a) O nível das habilitações académicas.
b) Os anos de experiência.
c) Ambas as alíneas anteriores.
d) Nenhuma das alíneas anteriores.
43. A principal razão para uma grande disparidade nos níveis salariais é que os mercados de trabalho são segmentados em grupos não concorrentes.
Esta frase é particularmente verdadeira quando nos referimos ao grupo de pessoal:
a) Indiferenciado.
b) Intermédio.
c) Qualificado.
d) Acontece o mesmo para qualquer dos grupos.
44. A educação é um factor de mobilidade do trabalho, porque:
a) Proporciona o reconhecimento das pessoas através de graus académicos.
b) Desenvolve o espírito crítico e a segurança de cada um nas suas competências.
c) Prepara os indivíduos, proporcionando-lhes novas oportunidades.
d) É mais difícil encontrar emprego quando se tem formação superior.
45. Acima do nível salarial de equilíbrio, a oferta de emprego é maior que a procura. Esse excesso de pessoas que pretende emprego mas não encontra (desempregados) apenas porque o nível de salários está acima do nível de equilíbrio, designa-se:
a) Excesso da oferta de trabalho.
b) Excesso da procura de trabalho.
c) Desempregados.
d) Desemprego clássico.
46. Segundo Samuelson, a acção dos sindicatos para a generalidade dos trabalhares acaba por traduzir-se:
a) No aumento dos salários reais.
b) Na redução dos salários reais.
c) Na manutenção dos salários reais.
d) Nenhuma das alíneas anteriores.
47. O salário real designa:
a) O salário recebido após o pagamento de impostos, contribuições e descontos.
b) O conjunto de bens que é possível adquirir com o salário nominal.
c) O valor do salário expresso em dólares, para oferecer uma noção mais realista de quanto vale.
d) Outra: ___________________________________________________________
48. O efeito tendencial da acção dos sindicatos sobre os salários conduz:
a) À sua redução na sequência de uma espiral inflacionista.
b) A elevados ganhos do poder de compra da população em resultado da sua força reivindicativa.
c) A uma subida dos salários no sector sindicalizado comparativamente com o sector não sindicalizado.
d) Nenhuma das alíneas acima.
49. O efeito tendencial da acção dos sindicatos sobre o nível de emprego é:
a) O aumento do número de postos de trabalho em resultado da sua força reivindicativa.
b) A redução do nível de emprego no conjunto da economia.
c) Aceitando salários mais baixos, aumentará o nível de emprego no sector não sindicalizado para compensar a redução do nível de emprego no sector sindicalizado.
d) Nenhuma das alíneas acima.
50. A “sorte favorece a mente preparada”.
Esta expressão refere-se a um contexto onde:
a) Os Matemáticos estão melhor preparados para jogos de sorte e azar.
b) Mudando as tecnologias cada vez mais rapidamente, a educação prepara as pessoas para compreender e ganhar com as novas circunstâncias.
c) O trabalhador com sorte está mentalizado para mudar frequentemente de emprego.
d) Empresários com sorte encontram-se preparados para correr maiores riscos.
Recursos
- Conteúdos do Módulo 3 - Mercados de Bens e Serviços e de Factores Produtivos
- Desenvolvimento tecnológico e mercado
- O mercado para funcionar precisa do Estado e de regras de conduta
- O mercado na sociedade moderna
- Teoria elementar da procura
- Teoria elementar da oferta
- Teoria elementar dos preços
- Elasticidade da procura
- CORRECÇÃO - Elasticidade da procura
- Estruturas de Mercado
- CORRECÇÃO - Estruturas de Mercado
- Oferta de Trabalho
- CORRECÇÃO - Oferta de Trabalho
- Fundamentos da determinação dos salários
- CORRECÇÃO - Fundamentos da determinação dos salários
Núcleo Gerador: Relações Económicas
Dimensões das Competências: Sociedade e Tecnologia
Domínios de Referência: DR1/2/3/4 – Orçamento Familiar / Organogramas / Moeda / Relógio
Elementos de Complexidade: Tipo I, II e III
Dimensões das Competências: Sociedade e Tecnologia
Domínios de Referência: DR1/2/3/4 – Orçamento Familiar / Organogramas / Moeda / Relógio
Elementos de Complexidade: Tipo I, II e III
domingo, 29 de março de 2009
Visita à Hemeroteca Municipal de Lisboa
Proposta de Actividade Integradora
A visita de estudo à Hemeroteca Digital (HD) visa dar a conhecer os serviços e colecção que os alunos poderão encontrar na Hemeroteca Municipal de Lisboa (HML), demonstrando o interesse das bibliotecas e das TIC no desenvolvimento do seu trabalho escolar.
Observe que o site assume a humildade de se dizer em construção.
Descobrirá na HD algumas publicações periódicas de inegável valor histórico e cultural, visto que A Digitalização do Acervo Documental da Hemeroteca Municipal de Lisboa se confunde com a própria história dos computadores.
1. Apresente a missão da HML.
2. Leia o no texto Instrucção Pública, Backup escrito em 1850.
Indique a grafia actual de 20 palavras e enuncie uma regra genérica na evolução do português escrito.
3. Analise os valores implícitos no texto Instrucção Pública.
Aponte algumas razões para a não adopção pelo Governo do Methodo portuguez Castilho (Methodo de Leitura Repentina).
4. Mostre que as técnicas de digitalização dos documentos acompanham a história da computação.
5. Faça um link para um documento da Colecção da HD.
Associe-lhe um comentário breve.
6. Indique algumas vantagens da deslocação física à Hemeroteca, comparativamente à utilização dos serviços em linha.
Links para próximas Actividades Integradoras
Urbanismo e Mobilidade - STC_6 - Outros tópicos
Outros Temas para Urbanismo e Mobilidade
O Google Maps criou um novo conceito de mapa, uma base de dados georeferenciada onde cada um de nós pode introduzir mais informação, aumentando a utilidade da ferramenta com o crescente número de utilizadores.
- A casa do futuro (ver recurso)
- A casa ecológica (ver recurso)
- Agricultura em arranha-céus (ver recurso)
- Central Solar Fotovoltaica da Amareleja (ver recurso)
- Instituto da Água e a regulamentação sobre os nitratos de origem agrícola (ver recurso)
- O impacto do desaparecimento das abelhas (ver recurso)
- The Latest Tech (ver recurso)
O Google Maps criou um novo conceito de mapa, uma base de dados georeferenciada onde cada um de nós pode introduzir mais informação, aumentando a utilidade da ferramenta com o crescente número de utilizadores.
- Os transportes públicos no Google Maps
- Adicionando os nossos restaurantes/etc. preferidos ao Google Maps
- Cada empresa poderá incluir a sua informação no Google Maps
- Pesquisa Locais no Google Maps
Núcleo Gerador: Urbanismo e Mobilidade
Dimensões das Competências: Sociedade, Tecnologia e Ciência
Domínios de Referência: DR1/2/3/4 – Construção e Arquitectura / Ruralidade e Urbanidade / Administração, Segurança e Território / Mobilidades Locais e Globais
Elementos de Complexidade: Tipo I, II e III
Dimensões das Competências: Sociedade, Tecnologia e Ciência
Domínios de Referência: DR1/2/3/4 – Construção e Arquitectura / Ruralidade e Urbanidade / Administração, Segurança e Território / Mobilidades Locais e Globais
Elementos de Complexidade: Tipo I, II e III
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Referencial de Formação STC_4

Relações Económicas
Resultados de Aprendizagem
- Organiza orçamentos familiares, tendo em conta a influência dos impostos e os produtos e serviços financeiros disponíveis.
- Aplica princípios de gestão de recursos na compreensão e melhoria do funcionamento de organizações produtivas (públicas ou privadas).
- Perspectiva a influência dos sistemas monetários e financeiros na economia e na sociedade.
- Compreende os impactos dos desenvolvimentos sociais, tecnológicos e científicos, nos usos e gestão do tempo.
Conteúdos
Dimensão socio-antropológica da organização das actividades produtivas e sua relação com as estruturas culturais
Conceitos-chave: família, unidade de produção, unidade de consumo, modo de produção, matriz cultural, tempo, modernidade.
- Diferentes modelos de família, enquanto unidade de produção e de consumo, bem como os seus referentes históricos e culturais
- Relação dos modos de produção com as estruturas e dinâmicas familiares em sociedades e épocas distintas
- Matrizes culturais que permitem (e condicionam) o desenvolvimento dos sistemas económicos
- O tempo enquanto construção social: a transformação radical da sua representação associada ao advento da modernidade
Dimensão económica das organizações produtivas e das sociedades
Conceitos-chave: consumo, poupança, rendimento, coeficiente orçamental, produtividade marginal, economia de escala, moeda, custo de produção.
- O consumo e a poupança enquanto actos (económicos e sociais) de utilização dos rendimentos, reconhecendo diferentes tipos de consumo e de poupança nas sociedades contemporâneas
- Evolução dos coeficientes orçamentais, relativamente à evolução dos níveis de rendimento
- Cálculo dos valores relativos à evolução da produção total e da produtividade marginal, em função das variações do factor trabalho
- Definição de economias de escala, explicitando-se os factores que as podem originar ou bloquear
- A importância da moeda no desenvolvimento económico, relacionando a evolução tecnológica com o processo de desmaterialização da moeda
- Distintos custos de produção, incluindo a variável tempo e explorando situações para os optimizar
Técnicas contabilísticas elementares para a gestão de unidades produtivas e de agrupamentos familiares
Conceitos-chave: folha de cálculo, balanço contabilístico, activo, passivo, capital próprio, elemento patrimonial, dinâmica patrimonial, gestão sustentável.
- Elaboração de folhas de cálculo, utilizando fórmulas na resolução de operações fundamentais da área económico-financeira
- Estrutura de um balanço: distinção entre activo, passivo e capital próprio, bem como entre os variados elementos patrimoniais
- A dinâmica patrimonial, a partir da elaboração de balanços sucessivos
- Distinção entre balanço inicial e final e desenvolvimento de modelos de previsão/simulação, com vários cenários, orientados para uma gestão sustentável
Conteúdos matemáticos fundamentais para a gestão corrente de unidades produtivas e seu crescimento sustentável
Conceitos-chave: decisão optimal, função, taxa de variação instantânea, taxa de variação média, programação linear.
- Contributo da matemática para a tomada de decisões optimais, assim como as suas limitações
- Utilização de estudos gráfico, numérico e analítico de funções no cálculo da relação receitas/despesas, ao longo do tempo
- Conceitos de taxa de variação instantânea e taxa de variação média num intervalo
- Resolução numérica, graficamente e com recurso a programas computacionais (na folha de cálculo) de problemas de programação linear
Áreas do Saber: Economia, Contabilidade, Antropologia, Matemática.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Exemplo de comentário: Número de condenados e arguidos
A observação do número de condenados e arguidos serve de indicador do nível de conflitualidade na sociedade portuguesa.

Observando o gráfico verifica-se uma redução quer dos arguidos, quer dos condenados de 1960 a 1974. Recordando que 1960 correspondeu ao recrudescimento da mobilização militar para o Ultramar e simultaneamente a uma aceleração da emigração para a Europa, factores que justificam a redução da importância da população activa, aqui teremos explicações para a redução do número dos arguidos e dos condenados.
Após 1975 estes números sobem, particularmente no que diz respeito aos arguidos. A desmobilização militar, o regresso de meio milhão de retornados, a expulsão dos emigrantes portugueses dos países europeus onde se encontravam na sequência do 1º choque petrolífero (1973) e o facto de Portugal se ter tornado um destino de imigrantes nas décadas de 80 e 90, bem como o aumento da literacia e a maior consciência cívica terão levado mais portugueses a procurar resolver os seus conflitos na Justiça. A discrepância entre o número de arguidos e o número de condenados evidencia a lentidão da máquina judicial.
Tendo em consideração que Portugal seria culturalmente bastante homogéneo em 1960, seria aceitável uma maior litigância hoje perante a diversidade de culturas, mas os processos que entram em tribunal e simplesmente prescrevem porque foram ultrapassados todos os prazos constitui por si a mais grave negação da justiça.
As tecnologias da informação não estão ainda integradas no ambiente de trabalho dos juízes, que vivem atafulhados em papelada, mas por exemplo, a banalização de minutas modelo de reclamação pela Internet já permite a pessoas com poucos conhecimentos de Direito o exercício dos seus direitos de cidadania, o que por si é outro factor que faz subir os indicadores de litigância.

A população encarcerada em Portugal situa-se um pouco abaixo da média da OCDE. Porém, devemos observar que o valor médio não é muito exigente, porque alguns países têm elevado número de prisioneiros por motivos políticos: Estados Unidos, Federação Russa, África do Sul e Chile. A generalidade dos países desenvolvidos tem menos população encarcerada que Portugal, gerindo o seu sistema de justiça como maior eficiência, porque não necessitam tanto de prisões.
Este comentário poderá ser melhorado com recurso a dados mais actualizados.
Dados Utilizados: Tabela 9.09 da Situação Social em Portugal, 60-99.
Ficheiro de trabalho Excel 2007 (Acesso reservado)
População encarcerada por 100.000 habitantes, OCDE FactBook 2008.
Ficheiro de trabalho do Excel 97 (Acesso reservado)
Observando o gráfico verifica-se uma redução quer dos arguidos, quer dos condenados de 1960 a 1974. Recordando que 1960 correspondeu ao recrudescimento da mobilização militar para o Ultramar e simultaneamente a uma aceleração da emigração para a Europa, factores que justificam a redução da importância da população activa, aqui teremos explicações para a redução do número dos arguidos e dos condenados.
Após 1975 estes números sobem, particularmente no que diz respeito aos arguidos. A desmobilização militar, o regresso de meio milhão de retornados, a expulsão dos emigrantes portugueses dos países europeus onde se encontravam na sequência do 1º choque petrolífero (1973) e o facto de Portugal se ter tornado um destino de imigrantes nas décadas de 80 e 90, bem como o aumento da literacia e a maior consciência cívica terão levado mais portugueses a procurar resolver os seus conflitos na Justiça. A discrepância entre o número de arguidos e o número de condenados evidencia a lentidão da máquina judicial.
Tendo em consideração que Portugal seria culturalmente bastante homogéneo em 1960, seria aceitável uma maior litigância hoje perante a diversidade de culturas, mas os processos que entram em tribunal e simplesmente prescrevem porque foram ultrapassados todos os prazos constitui por si a mais grave negação da justiça.
As tecnologias da informação não estão ainda integradas no ambiente de trabalho dos juízes, que vivem atafulhados em papelada, mas por exemplo, a banalização de minutas modelo de reclamação pela Internet já permite a pessoas com poucos conhecimentos de Direito o exercício dos seus direitos de cidadania, o que por si é outro factor que faz subir os indicadores de litigância.

A população encarcerada em Portugal situa-se um pouco abaixo da média da OCDE. Porém, devemos observar que o valor médio não é muito exigente, porque alguns países têm elevado número de prisioneiros por motivos políticos: Estados Unidos, Federação Russa, África do Sul e Chile. A generalidade dos países desenvolvidos tem menos população encarcerada que Portugal, gerindo o seu sistema de justiça como maior eficiência, porque não necessitam tanto de prisões.
Este comentário poderá ser melhorado com recurso a dados mais actualizados.
Dados Utilizados: Tabela 9.09 da Situação Social em Portugal, 60-99.
Ficheiro de trabalho Excel 2007 (Acesso reservado)
População encarcerada por 100.000 habitantes, OCDE FactBook 2008.
Ficheiro de trabalho do Excel 97 (Acesso reservado)
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Portugal: um retrato social
A Unidade 6 oferece oportunidade para abordar estes temas, integrando o DR4 de referência, Mobilidades Locais e Globais, e o DR3, Administração, Segurança e Território.
Main Economic Indicators - OCDE http://dx.doi.org/10.1787/22195009
Gráficos e Excel Textos
- Esta série é um retrato da sociedade e dos portugueses na actualidade, resultado de um processo de transformações recentes e muito rápidas. Uma velha nação e um antigo Estado, na origem de uma população com forte sentido de identidade, conheceram, nas últimas décadas do século XX, um período de mudança muito intensa, sobretudo em consequência de factores externos, como a emigração, a integração europeia, a abertura económica e o turismo. A fundação da democracia teve também efeitos importantes. Estas transformações estão na origem de alterações de comportamentos e das estruturas sociais, visíveis nos diversos sectores e áreas da vida colectiva, na demografia, na saúde, na educação, no trabalho e nas relações entre as classes, as gerações e as regiões. A sociedade portuguesa é hoje aberta e plural.
RTP
- Primeira parte dos dados de A SITUAÇÃO SOCIAL EM PORTUGAL, 1960-1999, em versão compatível com Windows Vista. (Reservado a utilizadores do Arquivo de STC)
- Segunda parte dos dados de A SITUAÇÃO SOCIAL EM PORTUGAL, 1960-1999, em versão compatível com Windows Vista. (Reservado a utilizadores do Arquivo de STC)
Main Economic Indicators - OCDE http://dx.doi.org/10.1787/22195009 Gráficos e Excel Textos
- Nudança Social em Portugal, 1960-2000, 2002, António Barrreto Backup no Arquivo
- Portugal na Europa e a questão migratória: associativismo, identidades e políticas públicas de integração, 2007, Marzia Grassi e Daniel Melo Backup no Arquivo
- Evolução das Assimetrias Regionais, 2006, Departamento de Prospectiva e Planeamento Backup no Arquivo
Núcleo Gerador: Urbanismo e Mobilidade Dimensões das Competências: Tecnologia e Sociedade Domínios de Referência: DR3/4 – Administração, Segurança e Território / Mobilidades Locais e Globais Elementos de Complexidade: Tipo I, II e III
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Como surfar rapidamente na Internet?
A Internet disponiza tanta informação, que é natural que surja a questão:
- Como posso aceder rapidamente à informação?
Uma parte da resposta passará certamente pela utilização de feeds RSS. No fundo, em vez de irmos aos sites verificar quanto têm informação nova, recebemos os novos posts num leitor de news, como se mostra no vídeo abaixo.
Outra das formas de ler a Web e os Mass Media consiste em utilizar agregadores de news como o Google News ou o AllTop.
Mas eu descobri uma forma mais rápida ainda de surfar na web: Basta deixar de fazer blogues ;)
1. Problematize os problemas de natureza legal que se têm levantado aos agregadores.
2. Discuta a pluralidade de modos de surfar a Web e de aceder à diversidade de fontes de informação hoje disponíveis.
3. Comente a "solução" sublinhada.
- Como posso aceder rapidamente à informação?
Uma parte da resposta passará certamente pela utilização de feeds RSS. No fundo, em vez de irmos aos sites verificar quanto têm informação nova, recebemos os novos posts num leitor de news, como se mostra no vídeo abaixo.
Outra das formas de ler a Web e os Mass Media consiste em utilizar agregadores de news como o Google News ou o AllTop.
Mas eu descobri uma forma mais rápida ainda de surfar na web: Basta deixar de fazer blogues ;)
1. Problematize os problemas de natureza legal que se têm levantado aos agregadores.
2. Discuta a pluralidade de modos de surfar a Web e de aceder à diversidade de fontes de informação hoje disponíveis.
3. Comente a "solução" sublinhada.
Núcleo Gerador: Redes de Informação e Comunicação
Dimensões das Competências: Sociedade
Domínios de Referência: DR3 – Mass Media
Elementos de Complexidade: Tipo I, II e III
Dimensões das Competências: Sociedade
Domínios de Referência: DR3 – Mass Media
Elementos de Complexidade: Tipo I, II e III
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Twitter – O meio é a mensagem?
Como é possível dois utilizadores experientes como João Pedro Pereira e Paulo Querido revelarem opiniões tão contratantes sobres a mesma ferramenta. Para o SocialMediaClub o Twitter é bom para promover a associação entre as pessoas e a sua participação em eventos.
Discuta prós e contras desta ferramenta.
Seguem-se dois vídeos para mostrar brevemente como o Twitter funciona. O primeiro é mais genérico.
O segundo video mostra aspectos mais práticos.
Para abrir conta seleccionar SIGN UP em http://twitter.com
Ficará depois com uma página do Twitter com o endereço http://twitter.com/username
Envie o seu endereço do Twitter por e-mail para g10efa@yahoogroups.com para encontrar facilmente os seus colegas. Ou alternativamente siga a conta do professor em http://twitter.com/netodays.
Experimente indicar aos seguidores páginas e vídeos interessantes, descrevendo o seu conteúdo em 140 caracteres e indicando o respectivo endereço. Para isso precisará de encurtar as respectivas URLs, para o que existem múltiplos serviços. Escreva shorten url no Google para os descobrir.
http://goo.gl/ é serviço de encurtamento de URLs do Google. Oferece estatísticas dos links.
Discuta prós e contras desta ferramenta.
Seguem-se dois vídeos para mostrar brevemente como o Twitter funciona. O primeiro é mais genérico.
O segundo video mostra aspectos mais práticos.
Para abrir conta seleccionar SIGN UP em http://twitter.com
Ficará depois com uma página do Twitter com o endereço http://twitter.com/username
Envie o seu endereço do Twitter por e-mail para g10efa@yahoogroups.com para encontrar facilmente os seus colegas. Ou alternativamente siga a conta do professor em http://twitter.com/netodays.
Experimente indicar aos seguidores páginas e vídeos interessantes, descrevendo o seu conteúdo em 140 caracteres e indicando o respectivo endereço. Para isso precisará de encurtar as respectivas URLs, para o que existem múltiplos serviços. Escreva shorten url no Google para os descobrir.
http://goo.gl/ é serviço de encurtamento de URLs do Google. Oferece estatísticas dos links.
Núcleo Gerador: Redes de Informação e Comunicação
Dimensões das Competências: Sociedade, Tecnologia
Domínios de Referência: DR3/4 – Mass Media/Internet
Elementos de Complexidade: Tipo I, II e III
Dimensões das Competências: Sociedade, Tecnologia
Domínios de Referência: DR3/4 – Mass Media/Internet
Elementos de Complexidade: Tipo I, II e III
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Marshall McLuan
A Internet certamente obrigará a uma releitura do guru da comunicação: Marshall McLuan.
“As sociedades têm sempre sido redesenhadas mais pelas características dos meios de comunicação utilizados pelos homens que pelo conteúdo da comunicação.”
Todos os media são extensões de algumas faculdades humanas, mentais ou físicas. A roda é uma extensão dos pés. O livro é uma extensão dos olhos. A roupa é uma extensão da pele. Os sinais eléctricos são uma extensão do sistema neuronal-central. A forma como são transmitidos estes sinais afecta a forma como nós pensamos, e quando muda o modo de transmissão a sociedade também muda.
“A nossa cultura está a lutar para forçar os novos media a trabalhar com os antigos”.
Estes são tempos difíceis porque nós estamos testemunhando uma colisão de proporções violentas entre duas grandes tecnologias:
- Imprensa: Jornalistas profissionais constróem notícias padronizadas, difundidas pelos públicos;
- Internet: Cada qual tem oportunidade de construir procurar as suas fontes de informação.
A televisão não tem como função principal a prestação de serviços de notícias, sendo mais utilizada como distracção, quando não é remetida simplesmente ao papel de “lâmpada” acesa.
A rádio é um meio onde não toleramos a voz por períodos prolongados, sendo mais utilizada para nos sentirmos acompanhados com música de fundo.
O utilizador só adquire um controlo activo sobre os conteúdos, quando utiliza a Internet, e isto faz toda a diferença relativamente aos restantes meios.
Mais, a Internet pode ser utilizada de muitas maneiras. A este propósito será útil pensar na Internet enquanto Ambiente Personalizado de Aprendizagem.

Fonte.

Fonte.
1. Justifique as seguintes afirmações de Marshall McLuan:
- "As pessoas não costumam ler jornais. Elas passam por eles todas as manhãs como pelo banho quente".
- "O futuro do livro é a sinopse".
2. Refira-se ao papel atribuído ao "consumidor final" nas duas tecnologias referidas.
3. Desenhe o esquema que representa o seu Ambiente Personalizado de Aprendizagem.
4. Critique o seu Ambiente Personalizado de Aprendizagem.
“As sociedades têm sempre sido redesenhadas mais pelas características dos meios de comunicação utilizados pelos homens que pelo conteúdo da comunicação.”
Todos os media são extensões de algumas faculdades humanas, mentais ou físicas. A roda é uma extensão dos pés. O livro é uma extensão dos olhos. A roupa é uma extensão da pele. Os sinais eléctricos são uma extensão do sistema neuronal-central. A forma como são transmitidos estes sinais afecta a forma como nós pensamos, e quando muda o modo de transmissão a sociedade também muda.
“A nossa cultura está a lutar para forçar os novos media a trabalhar com os antigos”.
Estes são tempos difíceis porque nós estamos testemunhando uma colisão de proporções violentas entre duas grandes tecnologias:
- Imprensa: Jornalistas profissionais constróem notícias padronizadas, difundidas pelos públicos;
- Internet: Cada qual tem oportunidade de construir procurar as suas fontes de informação.
A televisão não tem como função principal a prestação de serviços de notícias, sendo mais utilizada como distracção, quando não é remetida simplesmente ao papel de “lâmpada” acesa.
A rádio é um meio onde não toleramos a voz por períodos prolongados, sendo mais utilizada para nos sentirmos acompanhados com música de fundo.
O utilizador só adquire um controlo activo sobre os conteúdos, quando utiliza a Internet, e isto faz toda a diferença relativamente aos restantes meios.
Mais, a Internet pode ser utilizada de muitas maneiras. A este propósito será útil pensar na Internet enquanto Ambiente Personalizado de Aprendizagem.

Fonte.

Fonte.
1. Justifique as seguintes afirmações de Marshall McLuan:
- "As pessoas não costumam ler jornais. Elas passam por eles todas as manhãs como pelo banho quente".
- "O futuro do livro é a sinopse".
2. Refira-se ao papel atribuído ao "consumidor final" nas duas tecnologias referidas.
3. Desenhe o esquema que representa o seu Ambiente Personalizado de Aprendizagem.
4. Critique o seu Ambiente Personalizado de Aprendizagem.
Núcleo Gerador: Redes de Informação e Comunicação
Dimensões das Competências: Sociedade
Domínios de Referência: DR3 – Mass Media
Elementos de Complexidade: Tipo I, II e III
Dimensões das Competências: Sociedade
Domínios de Referência: DR3 – Mass Media
Elementos de Complexidade: Tipo I, II e III
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
ADEONA: Recuperar um Computador Portátil perdido ou roubado

O Adeona é um programa de código aberto, desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Washington, para localizar computadores portáteis perdidos ou roubados.
Como fazer?
Descarregue o programa em http://adeona.cs.washington.edu, instale-o e faça uma cópia do ficheiro fornecido com a credencial. Guarde-o fora do computador, por exemplo, numa pen-disk.
Em caso de perda ou furto, pode, sozinho e sem custos, averiguar o paradeiro do seu aparelho a partir de outro computador. Insira o ficheiro com credencial e palavra-passe, e descarregue os dados enviados e temporariamente armazenados. O programa
respeita a privacidade do proprietário, pois só este pode aceder à informação.
Para o Apple
Caso tenha um portátil da Apple, a probabilidade de recuperá-lo é maior. A versão para Mac OS permite fotografar o ladrão recorrendo a uma webcam integrada no aparelho e um programa gratuito isightcapture (www.intergalactic.de/pages/iSight.html). As fotografias também são confidenciais, ou seja, só podem ser vistas pelo proprietário do computador ou quem este autorizar.
Fonte: Deco ProTeste - nº 297 Dez 2008 in INTERACTiC 2.0
Proteja o seu portátil.
Núcleo Gerador: Redes de Informação e Comunicação
Dimensões das Competências: Tecnologia
Domínios de Referência: DR4 – Internet
Elementos de Complexidade: Tipo I, II e III
Dimensões das Competências: Tecnologia
Domínios de Referência: DR4 – Internet
Elementos de Complexidade: Tipo I, II e III
sábado, 13 de dezembro de 2008
Que sociabilidades promove o computador?
Que sociabilidades promove o computador?
Os media na vida de crianças e jovens. Cristina Ponte. FCSH - Universidade Nova de Lisboa. ESTUDO Backup
http://www2.fcsh.unl.pt/eukidsonline/
Reflicta sobre a Internet no quadro das novas oportunidades que nos oferece e dos novos riscos a que nos expõe.
Os media na vida de crianças e jovens. Cristina Ponte. FCSH - Universidade Nova de Lisboa. ESTUDO Backup
- A Internet está a converter-se vertiginosamente numa parte da nossa vida quotidiana e está a levantar novas questões acerca do acesso e das desigualdades, da natureza e qualidade do uso, das suas implicações no desenvolvimento social e educativo das crianças e, finalmente, sobre o equilíbrio entre os perigos e as oportunidades por ela criadas, tanto para crianças e jovens como para as suas famílias.
Num país como Portugal, marcado por um fosso geracional significativo no que diz respeito ao acesso e uso das novas tecnologias, crianças e jovens são vistos com ambivalência: por um lado, são apelidados como a “geração digital”, pioneiros no desenvolvimento das capacidades online e com conhecimentos tecnológicos superiores ao dos adultos que os rodeiam; por outro, como um colectivo vulnerável, imerso num crucial, mas frágil processo de desenvolvimento social e cognitivo, no qual os meios de comunicação, e concretamente a Internet, pressupõem um risco potencial.
Não há dúvida de que a Internet é uma ferramenta benéfica para as crianças e que elimina muitas das limitações de tempo e espaço que estas encontram no mundo “real”. A Rede aumenta o seu acesso à informação para fins educacionais, permite o estudo em grupo, oferece a oportunidade de contactar com outras pessoas sobre uma variedade quase infinita de assuntos e interesses, e aumenta também os seus círculos de conhecidos e amigos online.
Apesar disso, influenciados pelos meios de comunicação, cuja atenção se centra muitas vezes nos perigos e riscos potenciais da Rede, e ligado a algumas experiências pessoais, os pais e a sociedade em geral têm vindo a mostrar grande preocupação sobre os aspectos menos úteis e de segurança que podem resultar do uso da Internet. Enquanto que somente uma parte mínima do material que se pode encontrar na Internet pode ser classificado como nocivo, essa pequeníssima fracção é enormemente visível e controvertida.
Ainda que a definição de risco e os limites que dele derivam inclua sempre uma componente subjectiva, é certo que o risco existe. Tendo em conta a natureza da Internet e a forma como as crianças e os adultos a utilizam, é provável que alguns se tenham exposto
alguma vez a conteúdos inapropriados ou tenham sofrido más experiências. Mas também existem conteúdos violentos, pornográficos ou xenófobos nos meios de comunicação tradicionais e é possível encontrar pessoas pouco convenientes em qualquer outro lugar.
Por outro lado, existe uma associação forte e em sentido positivo entre as oportunidades e os riscos: aumentar as oportunidades, aumenta os riscos e, portanto, limitar o uso da Internet, diminui, não só os riscos, mas também as oportunidades. Por isso, é necessário colocar os riscos decorrentes do uso da Internet em destaque e oferecer uma valoração equilibrada dos diferentes enfoques que podem ajudar os pais e outros adultos a enfrentar esta questão de forma construtiva, em vez de se tomarem medidas de tipo restritivo ou limitativo.
Em termos de interesse nacional, a sociedade - pais e educadores, operadores, reguladores - deve estabelecer um equilíbrio entre duas prioridades: proteger as crianças e permitir o seu desenvolvimento pleno, entre oportunidades e riscos. Contudo, estas prioridades podem parecer, por vezes, contraditórias: Pode proteger-se as crianças dos conteúdos inapropriados sem lhes negar o acesso a conteúdos educativos, válidos e atractivos? Podem minimizar-se os perigos sem reduzir as oportunidades? Estas questões são o ponto capital do dilema com que nos defrontamos actualmente.
(...)
O fenómeno da adição à Internet, as condutas de risco nos chats (transmissão de dados pessoais que possam permitir a localização, assim como o encontro “às cegas” com estranhos), a questão dos menores como protagonistas de condutas ilegais (download ilegal de filmes e músicas através das redes P2P), a mediação parental e escolar, o conhecimento e as estratégias dos professores para lidarem com o plágio e o uso acrítico da Internet, as práticas no contexto escolar, assim como o acesso à Rede em ciber-centros (há uma absoluta falta de controlo e regulamentação destes locais relativamente à presença de menores), são áreas de análise pouco estudadas e que poderão permitir ter um conhecimento mais aprofundado sobre a ligação das crianças e dos jovens com as novas tecnologias, para além dos seus riscos e oportunidades.
Crianças e Internet, Riscos e Oportunidades - Um desafio para a agenda de pesquisa nacional Backup
http://www2.fcsh.unl.pt/eukidsonline/
Reflicta sobre a Internet no quadro das novas oportunidades que nos oferece e dos novos riscos a que nos expõe.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
A sociedade do telemóvel!
Os desenvolvimentos tecnológicos têm consequências, muitas vezes imprevistas, sobre a estrutura social das sociedades. Poderemos falar na emergência de uma sociedade do telemóvel?
Segundo Anthony Giddens o termo modernidade refere-se aos modos de vida e de organização social que emergiram na Europa por volta do século XVII. Para o autor "a modernidade altera radicalmente a natureza da vida social quotidiana e afecta os aspectos mais pessoais da nossa experiência. (...) A vida social moderna caracteriza-se por processos profundos da reorganização do tempo e do espaço, aliados à expansão de mecanismos de descontextualização – mecanismos conducentes à abstracção das relações sociais de localizações específicas, recombinando-se através de vastas distâncias de espaço-tempo". O telemóvel altera radicalmente estas distâncias.
http://www.youtube.com/watch?v=2ZO8rrDkDKc
1. Considera excessiva a expressão "sociedade do telemóvel"? Justifique.
2. Será que o telemóvel promove o anulamento do diálogo directo, já que é mais fácil mandar uma mensagem ou falar via telemóvel? Discuta contextos diversificados.
3. Estamos a assistir à construção de uma sociedade mais aberta os mais fechada? Justifique.
4. Comente os valores de Sónia no modo como efectuou o carregamento do telemóvel.
Segundo Anthony Giddens o termo modernidade refere-se aos modos de vida e de organização social que emergiram na Europa por volta do século XVII. Para o autor "a modernidade altera radicalmente a natureza da vida social quotidiana e afecta os aspectos mais pessoais da nossa experiência. (...) A vida social moderna caracteriza-se por processos profundos da reorganização do tempo e do espaço, aliados à expansão de mecanismos de descontextualização – mecanismos conducentes à abstracção das relações sociais de localizações específicas, recombinando-se através de vastas distâncias de espaço-tempo". O telemóvel altera radicalmente estas distâncias.
- O objecto que mais mudou os nossos hábitos sociais não é o computador, nem a Internet, nem o cabo, é o telemóvel. (...)
É o caso do relógio que saiu do laboratório das excentricidades, um pouco como precursor de um Meccano ou um Lego moderno, ou de um jogo de habilidade mecânica, ou de um objecto de luxo tão curioso como inútil, para se transformar numa necessidade tão vital que biliões de homens o trazem no pulso. Se exceptuarmos o uso dos relógios nos navios para calcular a longitude, os relógios não serviam para nada quando a esmagadora maioria das pessoas trabalhava de sol a sol, ou ao ciclo das estações, e estas dependiam de um calendário que estava escrito nos astros. Calendários eram precisos, relógios não eram precisos, até ao momento em que a Revolução Industrial apareceu e mudou quase tudo por onde passou. Milhões de pessoas vieram dos campos para as cidades, para as fábricas e para as minas, e precisavam de horas. O relógio subiu primeiro para as torres ou para o centro da fachada neoclássica das fábricas e lá continuou, passando depois para dentro, e depois para o bolso dos ricos e por fim para o pulso de todos. Hoje o relógio ordena o nosso tempo com um rigor muito para além do biológico e manda no nosso corpo, como nenhum objecto do passado. É tão presente que parece invisível, nem damos por ela que está lá, é parte do nosso corpo, mais do que objecto estranho. Um figurante do Ben Hur esqueceu-se dele, e nos filmes há quem vá para a cama sem ser para dormir, só vestido no pulso. (...)
(...) Luta-se por um telemóvel, porque num telemóvel de um adolescente está muito do seu mundo: telefones dos amigos, telefone dos namorados, passwords, fotografias, mensagens, vídeos, o equivalente a um diário pessoal, em muitos casos mais íntimo que um diário à antiga, com a sua chavinha de brincar que dava a ilusão de que ninguém o lia. À medida que se caminha pela idade acima o conteúdo do telemóvel muda, mas continua pessoal e intransmissível, com os SMS comprometedores que arruínam muitos casamentos, até se tornar quase um telefone de emergência que os filhos dão aos pais com os números deles já gravados e os das emergências: "é só carregar aqui e eu atendo, se houver qualquer problema, assim não se sente sozinho." Sente. (...)
(...) o magnífico instrumento de controlo que é o telemóvel, pessoa a pessoa, numa rede que prende os indivíduos numa impossível fuga àquilo que é o objecto sempre presente, sempre ligado (os telemóveis desligados são de desconfiar), no qual a primeira pergunta é sempre "onde tu estás?", uma pergunta sem sentido no telefone fixo, esse anacronismo. Adolescentes jovens ou tardios, casais, maridos, mulheres, amantes, namorados, patrões e empregados, jogam todos os dias esse jogo do controlo muito mais importante do que a necessidade de falar ao telemóvel. Na verdade a esmagadora maioria das chamadas de telemóvel não tem qualquer objecto ou necessidade de ser feita, ninguém as faria num mundo de telefones fixos, que não seja pelo controlo, pela presentificação do indivíduo no seu jogo de inseguranças, solidões, afectos, e medos, através da caixa electrónica que se segura numa mão.
Não é a necessidade que justifica a presença quase universal dos telemóveis desde as crianças de seis anos até aos velhos, os milhões de chamadas a qualquer hora do dia, em qualquer sítio, da missa à sala de aulas, do carro à cama, é o complexo jogo de interacções sociais que ele permite, sem as quais já não sabemos viver. Viver num mundo muito diferente e cada vez mais diferente.
José Pacheco Pereira – PÚBLICO, 12/ABRIL/2008
- A cultura e a dependência da imagem que caracterizam os jovens de hoje exigem novas abordagens. E assim chegamos ao telemóvel, afinal o protagonista desta triste estória. Um pequeno telefone é um herói para o seu jovem dono, espécie de prolongamento do seu corpo e definidor dos seus relacionamentos: com ele se namora, se evita a solidão, se copia nos testes, se recebem ralhos ou mimos dos pais, se goza com os políticos ou os professores. As mensagens escritas, gratuitas em muitos casos por jogada bem calculada das operadoras, são os "papelinhos" trocados à socapa dos velhos tempos. Mais do que isso: com as câmaras de filmar dos telemóveis, registam-se cenas sexuais depois exibidas sem pudor ou, na terrível moda do "happy slapping", um adolescente agride outro desprevenido, para riso de um grupo que filma a cena.
Daniel Sampaio - PÚBLICO, 30/MARÇO/2008
- Onde é que já se viu hoje em dia não ter telemóvel, deixar de jogar playstation ou counterstrike em rede, ir para o hi5, deixar de mandar mails, chats e MSN, sacar filmes e umas músicas, ou para aqueles mais rebarbados sacar uns filmes XXX para vêr à noite?
Pois, há cerca de 10-15 anos atrás, não havia.
- Os arquipélagos de comunicação potenciados pelo uso dos telemóveis e pelas tecnologias móveis Lídia Oliveira Silva Backup Arquivo
http://www.youtube.com/watch?v=2ZO8rrDkDKc
- Dá-me positiva ou não? - Escola Secundária do Cerco, Porto
1. Considera excessiva a expressão "sociedade do telemóvel"? Justifique.
2. Será que o telemóvel promove o anulamento do diálogo directo, já que é mais fácil mandar uma mensagem ou falar via telemóvel? Discuta contextos diversificados.
3. Estamos a assistir à construção de uma sociedade mais aberta os mais fechada? Justifique.
4. Comente os valores de Sónia no modo como efectuou o carregamento do telemóvel.
Núcleo Gerador: Redes de Informação e Comunicação
Dimensões das Competências: Sociedade
Domínios de Referência: DR1 – Telemóvel
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