terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Exemplo de comentário: Número de condenados e arguidos

A observação do número de condenados e arguidos serve de indicador do nível de conflitualidade na sociedade portuguesa.

Observando o gráfico verifica-se uma redução quer dos arguidos, quer dos condenados de 1960 a 1974. Recordando que 1960 correspondeu ao recrudescimento da mobilização militar para o Ultramar e simultaneamente a uma aceleração da emigração para a Europa, factores que justificam a redução da importância da população activa, aqui teremos explicações para a redução do número dos arguidos e dos condenados.

Após 1975 estes números sobem, particularmente no que diz respeito aos arguidos. A desmobilização militar, o regresso de meio milhão de retornados, a expulsão dos emigrantes portugueses dos países europeus onde se encontravam na sequência do 1º choque petrolífero (1973) e o facto de Portugal se ter tornado um destino de imigrantes nas décadas de 80 e 90, bem como o aumento da literacia e a maior consciência cívica terão levado mais portugueses a procurar resolver os seus conflitos na Justiça. A discrepância entre o número de arguidos e o número de condenados evidencia a lentidão da máquina judicial.

Tendo em consideração que Portugal seria culturalmente bastante homogéneo em 1960, seria aceitável uma maior litigância hoje perante a diversidade de culturas, mas os processos que entram em tribunal e simplesmente prescrevem porque foram ultrapassados todos os prazos constitui por si a mais grave negação da justiça.

As tecnologias da informação não estão ainda integradas no ambiente de trabalho dos juízes, que vivem atafulhados em papelada, mas por exemplo, a banalização de minutas modelo de reclamação pela Internet já permite a pessoas com poucos conhecimentos de Direito o exercício dos seus direitos de cidadania, o que por si é outro factor que faz subir os indicadores de litigância.



A população encarcerada em Portugal situa-se um pouco abaixo da média da OCDE. Porém, devemos observar que o valor médio não é muito exigente, porque alguns países têm elevado número de prisioneiros por motivos políticos: Estados Unidos, Federação Russa, África do Sul e Chile. A generalidade dos países desenvolvidos tem menos população encarcerada que Portugal, gerindo o seu sistema de justiça como maior eficiência, porque não necessitam tanto de prisões.

Este comentário poderá ser melhorado com recurso a dados mais actualizados.

Dados Utilizados: Tabela 9.09 da Situação Social em Portugal, 60-99.

Ficheiro de trabalho Excel 2007 (Acesso reservado)

População encarcerada por 100.000 habitantes, OCDE FactBook 2008.

Ficheiro de trabalho do Excel 97 (Acesso reservado)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Portugal: um retrato social

A Unidade 6 oferece oportunidade para abordar estes temas, integrando o DR4 de referência, Mobilidades Locais e Globais, e o DR3, Administração, Segurança e Território.

  • Esta série é um retrato da sociedade e dos portugueses na actualidade, resultado de um processo de transformações recentes e muito rápidas. Uma velha nação e um antigo Estado, na origem de uma população com forte sentido de identidade, conheceram, nas últimas décadas do século XX, um período de mudança muito intensa, sobretudo em consequência de factores externos, como a emigração, a integração europeia, a abertura económica e o turismo. A fundação da democracia teve também efeitos importantes. Estas transformações estão na origem de alterações de comportamentos e das estruturas sociais, visíveis nos diversos sectores e áreas da vida colectiva, na demografia, na saúde, na educação, no trabalho e nas relações entre as classes, as gerações e as regiões. A sociedade portuguesa é hoje aberta e plural.
    RTP
António Barreto é coordenador do projecto A SITUAÇÃO SOCIAL EM PORTUGAL, 1960-1999 cujos livros poderá consultar na Biblioteca da Escola. Os mesmos dados encontram-se disponíveis em formato digital no blogue Estatística Descritiva. Para fazer comparações internacionais utilize o OCDE FactBook Main Economic Indicators - OCDE http://dx.doi.org/10.1787/22195009

Gráficos e Excel Textos Utilize os dados estatísticos, os vídeos, os textos, informação recolhida noutros sites - seguir links estatísticos - e construa 10 gráficos com comentários pertinentes. Tome este gráfico como modelo. (NOTA: Os 10 gráficos podem referir-se ao mesmo tema ou a assuntos diferentes.) 1. GENTE DIFERENTE. Quem somos, quantos somos e como vivemos
2. GANHAR O PÃO. O que fazemos
3. O FIM DA SOCIEDADE RURAL
4. NÓS E OS OUTROS. Uma sociedade plural
5. CIDADÃOS
6. IGUALDADE E CONFLITO. As relações sociais
7. UM PAÍS COMO OS OUYROS. Uma sociedade europeia

Núcleo Gerador: Urbanismo e Mobilidade Dimensões das Competências: Tecnologia e Sociedade Domínios de Referência: DR3/4 – Administração, Segurança e Território / Mobilidades Locais e Globais Elementos de Complexidade: Tipo I, II e III

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Como surfar rapidamente na Internet?

A Internet disponiza tanta informação, que é natural que surja a questão:

- Como posso aceder rapidamente à informação?

Uma parte da resposta passará certamente pela utilização de feeds RSS. No fundo, em vez de irmos aos sites verificar quanto têm informação nova, recebemos os novos posts num leitor de news, como se mostra no vídeo abaixo.



Outra das formas de ler a Web e os Mass Media consiste em utilizar agregadores de news como o Google News ou o AllTop.

Mas eu descobri uma forma mais rápida ainda de surfar na web: Basta deixar de fazer blogues ;)


1. Problematize os problemas de natureza legal que se têm levantado aos agregadores.

2. Discuta a pluralidade de modos de surfar a Web e de aceder à diversidade de fontes de informação hoje disponíveis.

3. Comente a "solução" sublinhada.



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Domínios de Referência: DR3 – Mass Media
Elementos de Complexidade: Tipo I, II e III

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Twitter – O meio é a mensagem?

Como é possível dois utilizadores experientes como João Pedro Pereira e Paulo Querido revelarem opiniões tão contratantes sobres a mesma ferramenta. Para o SocialMediaClub o Twitter é bom para promover a associação entre as pessoas e a sua participação em eventos.

Discuta prós e contras desta ferramenta.


Seguem-se dois vídeos para mostrar brevemente como o Twitter funciona. O primeiro é mais genérico.



O segundo video mostra aspectos mais práticos.




Para abrir conta seleccionar SIGN UP em http://twitter.com


Ficará depois com uma página do Twitter com o endereço http://twitter.com/username

Envie o seu endereço do Twitter por e-mail para g10efa@yahoogroups.com para encontrar facilmente os seus colegas. Ou alternativamente siga a conta do professor em http://twitter.com/netodays.

Experimente indicar aos seguidores páginas e vídeos interessantes, descrevendo o seu conteúdo em 140 caracteres e indicando o respectivo endereço. Para isso precisará de encurtar as respectivas URLs, para o que existem múltiplos serviços. Escreva shorten url no Google para os descobrir.

http://goo.gl/ é serviço de encurtamento de URLs do Google. Oferece estatísticas dos links.




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Domínios de Referência: DR3/4 – Mass Media/Internet
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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Marshall McLuan

A Internet certamente obrigará a uma releitura do guru da comunicação: Marshall McLuan.

“As sociedades têm sempre sido redesenhadas mais pelas características dos meios de comunicação utilizados pelos homens que pelo conteúdo da comunicação.”

Todos os media são extensões de algumas faculdades humanas, mentais ou físicas. A roda é uma extensão dos pés. O livro é uma extensão dos olhos. A roupa é uma extensão da pele. Os sinais eléctricos são uma extensão do sistema neuronal-central. A forma como são transmitidos estes sinais afecta a forma como nós pensamos, e quando muda o modo de transmissão a sociedade também muda.



“A nossa cultura está a lutar para forçar os novos media a trabalhar com os antigos”.

Estes são tempos difíceis porque nós estamos testemunhando uma colisão de proporções violentas entre duas grandes tecnologias:
- Imprensa: Jornalistas profissionais constróem notícias padronizadas, difundidas pelos públicos;
- Internet: Cada qual tem oportunidade de construir procurar as suas fontes de informação.

A televisão não tem como função principal a prestação de serviços de notícias, sendo mais utilizada como distracção, quando não é remetida simplesmente ao papel de “lâmpada” acesa.

A rádio é um meio onde não toleramos a voz por períodos prolongados, sendo mais utilizada para nos sentirmos acompanhados com música de fundo.

O utilizador só adquire um controlo activo sobre os conteúdos, quando utiliza a Internet, e isto faz toda a diferença relativamente aos restantes meios.

Mais, a Internet pode ser utilizada de muitas maneiras. A este propósito será útil pensar na Internet enquanto Ambiente Personalizado de Aprendizagem.


Fonte.


Fonte.

1. Justifique as seguintes afirmações de Marshall McLuan:
- "As pessoas não costumam ler jornais. Elas passam por eles todas as manhãs como pelo banho quente".
- "O futuro do livro é a sinopse".

2. Refira-se ao papel atribuído ao "consumidor final" nas duas tecnologias referidas.

3. Desenhe o esquema que representa o seu Ambiente Personalizado de Aprendizagem.

4. Critique o seu Ambiente Personalizado de Aprendizagem.



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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

ADEONA: Recuperar um Computador Portátil perdido ou roubado


O Adeona é um programa de código aberto, desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Washington, para localizar computadores portáteis perdidos ou roubados.

Como fazer?
Descarregue o programa em http://adeona.cs.washington.edu, instale-o e faça uma cópia do ficheiro fornecido com a credencial. Guarde-o fora do computador, por exemplo, numa pen-disk.
Em caso de perda ou furto, pode, sozinho e sem custos, averiguar o paradeiro do seu aparelho a partir de outro computador. Insira o ficheiro com credencial e palavra-passe, e descarregue os dados enviados e temporariamente armazenados. O programa
respeita a privacidade do proprietário, pois só este pode aceder à informação.

Para o Apple
Caso tenha um portátil da Apple, a probabilidade de recuperá-lo é maior. A versão para Mac OS permite fotografar o ladrão recorrendo a uma webcam integrada no aparelho e um programa gratuito isightcapture (www.intergalactic.de/pages/iSight.html). As fotografias também são confidenciais, ou seja, só podem ser vistas pelo proprietário do computador ou quem este autorizar.




Fonte: Deco ProTeste - nº 297 Dez 2008 in INTERACTiC 2.0

Proteja o seu portátil.



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sábado, 13 de dezembro de 2008

Que sociabilidades promove o computador?

Que sociabilidades promove o computador?

Os media na vida de crianças e jovens. Cristina Ponte. FCSH - Universidade Nova de Lisboa. ESTUDO Backup

  • A Internet está a converter-se vertiginosamente numa parte da nossa vida quotidiana e está a levantar novas questões acerca do acesso e das desigualdades, da natureza e qualidade do uso, das suas implicações no desenvolvimento social e educativo das crianças e, finalmente, sobre o equilíbrio entre os perigos e as oportunidades por ela criadas, tanto para crianças e jovens como para as suas famílias.
    Num país como Portugal, marcado por um fosso geracional significativo no que diz respeito ao acesso e uso das novas tecnologias, crianças e jovens são vistos com ambivalência: por um lado, são apelidados como a “geração digital”, pioneiros no desenvolvimento das capacidades online e com conhecimentos tecnológicos superiores ao dos adultos que os rodeiam; por outro, como um colectivo vulnerável, imerso num crucial, mas frágil processo de desenvolvimento social e cognitivo, no qual os meios de comunicação, e concretamente a Internet, pressupõem um risco potencial.
    Não há dúvida de que a Internet é uma ferramenta benéfica para as crianças e que elimina muitas das limitações de tempo e espaço que estas encontram no mundo “real”. A Rede aumenta o seu acesso à informação para fins educacionais, permite o estudo em grupo, oferece a oportunidade de contactar com outras pessoas sobre uma variedade quase infinita de assuntos e interesses, e aumenta também os seus círculos de conhecidos e amigos online.
    Apesar disso, influenciados pelos meios de comunicação, cuja atenção se centra muitas vezes nos perigos e riscos potenciais da Rede, e ligado a algumas experiências pessoais, os pais e a sociedade em geral têm vindo a mostrar grande preocupação sobre os aspectos menos úteis e de segurança que podem resultar do uso da Internet. Enquanto que somente uma parte mínima do material que se pode encontrar na Internet pode ser classificado como nocivo, essa pequeníssima fracção é enormemente visível e controvertida.
    Ainda que a definição de risco e os limites que dele derivam inclua sempre uma componente subjectiva, é certo que o risco existe. Tendo em conta a natureza da Internet e a forma como as crianças e os adultos a utilizam, é provável que alguns se tenham exposto
    alguma vez a conteúdos inapropriados ou tenham sofrido más experiências. Mas também existem conteúdos violentos, pornográficos ou xenófobos nos meios de comunicação tradicionais e é possível encontrar pessoas pouco convenientes em qualquer outro lugar.
    Por outro lado, existe uma associação forte e em sentido positivo entre as oportunidades e os riscos: aumentar as oportunidades, aumenta os riscos e, portanto, limitar o uso da Internet, diminui, não só os riscos, mas também as oportunidades. Por isso, é necessário colocar os riscos decorrentes do uso da Internet em destaque e oferecer uma valoração equilibrada dos diferentes enfoques que podem ajudar os pais e outros adultos a enfrentar esta questão de forma construtiva, em vez de se tomarem medidas de tipo restritivo ou limitativo.
    Em termos de interesse nacional, a sociedade - pais e educadores, operadores, reguladores - deve estabelecer um equilíbrio entre duas prioridades: proteger as crianças e permitir o seu desenvolvimento pleno, entre oportunidades e riscos. Contudo, estas prioridades podem parecer, por vezes, contraditórias: Pode proteger-se as crianças dos conteúdos inapropriados sem lhes negar o acesso a conteúdos educativos, válidos e atractivos? Podem minimizar-se os perigos sem reduzir as oportunidades? Estas questões são o ponto capital do dilema com que nos defrontamos actualmente.
    (...)
    O fenómeno da adição à Internet, as condutas de risco nos chats (transmissão de dados pessoais que possam permitir a localização, assim como o encontro “às cegas” com estranhos), a questão dos menores como protagonistas de condutas ilegais (download ilegal de filmes e músicas através das redes P2P), a mediação parental e escolar, o conhecimento e as estratégias dos professores para lidarem com o plágio e o uso acrítico da Internet, as práticas no contexto escolar, assim como o acesso à Rede em ciber-centros (há uma absoluta falta de controlo e regulamentação destes locais relativamente à presença de menores), são áreas de análise pouco estudadas e que poderão permitir ter um conhecimento mais aprofundado sobre a ligação das crianças e dos jovens com as novas tecnologias, para além dos seus riscos e oportunidades.
    Crianças e Internet, Riscos e Oportunidades - Um desafio para a agenda de pesquisa nacional Backup


http://www2.fcsh.unl.pt/eukidsonline/

Reflicta sobre a Internet no quadro das novas oportunidades que nos oferece e dos novos riscos a que nos expõe.